Pesquisas Inconformadas

quinta-feira, março 25, 2004

Estamos a fazer tudo para prevenir o Terrorismo...

... dizia hoje, em frente a toda a AR, o nosso 1º!

Devo deduzir, então, que os nossos serviços de informação estão a receber melhores meios de detecção de ameaças terroristas, que as nossas forças de segurança estão a receber formação em evacuação rápida e eficaz de multidões, de detecção de indivíduos classificados como arruaceiros, de detecção e resolução de situações de ameaça iminente, que a protecção civil a ser treinada para lidar com situações como as dos fatídicos dias 11?

Não foi ainda no outro dia que vinha nas notícias que a polícia ainda nem sequer conhecia correctamente os estádios e que o projecto de detecção, com ajuda computorizada, de indivíduos tinha sofrido um corte brutal no orçamento porque era muito caro?

Terei eu, e os outros residentes no território nacional, evidências que comprovem a palavra do Cherne Ministro que me (nos) faça(m) sentir mais seguro(s)?

Não me parece...

sábado, março 20, 2004

Mãe há só uma... e chega :)

Estava a fazer zapping e parei no canal Holywood. Estava a dar um filme sobre a segunda grande guerra (WWII), se não me engano. E parei para tentar perceber a história do mesmo. Estava a achar o filme uma seca, mas deu para perceber que o filme fala sobre amor em tempo de guerra.

É a história de um rapaz que se alista no exército, mas que se apaixona por uma rapariga que é muda (embora ele não saiba) e com quem começa a trocar cartas depois de ter apanhado o diário dela, que ela deixou cair, após lhe ter enviado o mesmo para casa.

A questão é que a mãe da rapariga, como todas as "boas" mães, resolve meter-se no meio da relação e tenta a todo o custo proteger a filha do mundo, não percebendo que primeiro deveria proteger a filha dos seus próprios (mãe) preconceitos. Abre-lhe as cartas, tenta impedi-la de se comunicar com o soldado, the works...

Isto fez-me pensar que, invariavelmente, as mães não conseguem evitar estes comportamentos e que isto tem sido uma constante em toda a história humana e serão certamente no futuro que se avizinha. Não interessa que idade têm os/as filhos/filhas! Para elas estes nunca estão prontos para enfrentarem os desafios do mundo e, portanto, é o "dever" delas protegê-los do mundo, nem que seja impedi-los de fazer seja o que for.

Arriscaria dizer que, nos primórdios da civilização humana, quando o Homo se tornou Erectus e começou a falar, houve um diálogo muito semelhante a este (*):

Mãe - Ó filha, não vês que ele não é certo para ti? Não o deves ver mais. Ele vai-te fazer sofrer!
Filha - Mas mãe, eu amo-o!
Mãe - Mas, filha, ele é um troglodita!!

(duh!) ;)

(*) traduzido do dialecto "grunhês" que era o dialecto usado na idade da pedra :).

quarta-feira, março 10, 2004

A idilidade dos anúncios femininos

Ter um blog tem destas coisas... passam-se dias, semanas, sem inspiração nenhuma, para depois os pensamentos jorrarem em catadupa. Este último tem inspiração deste blog, baseado numa pequena frase da autora numa fugaz menção ao dia internacional da mulher!

Cada vez gosto menos de ver anúncios para mulheres... especialmente os dos pensinhos (oh! tão fimininu, tão curidu) higiénicos (por arrasto, os dos tampões), os dos detergentes para a roupa e os dos champôs/amaciadores junto com os dos cremes hidratantes/anti-envelhecimento.

Os primeiros porque criam um mundo perfeitamente utópico, onde praticamente a coisa que mais se quer é que chegue o período, para se poder andar a fazer o pino, saltar em cima da cama, andar a cavalo, ir à praia, ou fazer uma festa com as amigas a celebrar o dia (compreendia-se este último num anúncio de um teste de gravidez - ou não). Os segundos porque desde os tempos do OMO que todos lavam mais branco. Tão branco, tão branco, que até uma camisa branca parece amarela ao lado de uma camisa branca-acabada-de-lavar-com-o-detergente-Skipersilxauomo Fórmula Sabão de Marte (o quê? não sabia que o melhor sabão vem de Marte?)! E todos preservam as cores intactas! E todos removem todas as nódoas difícieis, mesmo a 40º. Estou, aliás como muitos homens e mulheres que vêm estes anúncios, tão certo, mas tão certo, mas mesmo tão certo, que os detergentes são tão bons, que as nódoas já fogem só de ouvirem falar neles! E os terceiros... os terceiros... utilizam fórmulas tão estilizadas como o usar a imagem a preto e branco para mostrar um cabelo espigado (e, logo, sem cor) para depois a opôr a uma imagem, a cores claro, de uma adolescente com longos e sedosos cabelos compridos ou, então, uma imagem em mosaico de uma pele não tratada com o creme niveavonlorealancome, para depois a contraporem com uma imagem excessivamente maquilhada e sobre a qual ha tanta luz a incidir directamente (basicamente quebram-se todas as regras da fotografia) que me admira como é que a maquilhagem não seca e estala (é pá, afinal o creme é mesmo bom! retiro o que "disse" - ou não). Já para não falar nos cremes anti-celulite, que são sempre apresentados por jovens e esculturais modelos que são, obviamente, as mais afectadas por esse problema.

É tudo tão perfeito, tão singelo, tão idílico, tão querido, tão, tão... perfeito (pois) que isto tudo põe-me a pensar... serão as mulheres assim tão fáceis de enganar e lá se vai a minha teoria de que as mulheres são seres inteligentes e capazes de executar multi-tarefas simultaneamente? Ou andarão demasiados homens (com H ou M grande, é indiferente) no meio publicitário? Eu prefiro pensar na 2ª, no mínimo, por uma questão de respeito! Acho que vou ver de novo o "What women want"!

Comentadores desportivos precisam-se...

Quem já viu uma qualquer prova desportiva comentada numa outra língua que não o português certamente fica bastante desapontado quando só tem hipótese (por não saber nenhuma língua estrangeira, ou por defeito da emissão) de ver uma prova desportiva comentada em português.

Já era assim com a Fórmula 1, com a NBA melhorou um pouco, mas não muito, com o motociclismo e com outros desportos motorizados idem, com as artes marciais e, claro, com o futebol. Temos um claro problema de falta de produtividade (está na moda) e objectividade. Infelizmente quase todos seguem a mesma fórmula, excepção feita talvez aos comentários dos professores João Coutinho e Carlos Barroca na NBA mas que eram tão pejados de erros que a meio de um contra-ataque dava por mim a ter ataques de riso - fica a menção honrosa de serem os que mais se esforçaram até hoje.

Dizia eu que quase todos seguem a mesma fórmula... parece que querem adormecer o espectador! Na Fórmula 1 era o que se via, não fossem os duelos Senna - Prost, ou Piquet - Lauda, lá tínhamos nós, infelizes espectadores, de levar com o historial dos pilotos desde que se iniciaram no mundo dos karts, até ao presente dia (e isto em cada prova!)! Infelizmente com a morte do Senna (mais o abandono do Prost) e o começo da Era Schumi uma das razões para em Pt se deixar de ver tanta F1 reside nos comentários monocórdicos e aborrecidos dos nossos comentadores... No motociclismo nem falo! Depois de ouvir os comentadores ingleses a terem, praticamente, um orgasmo ao verem o Toni Elias fazer mais uma ultrapassagem in extremis, ou o Rossi a recuperar 2, 4, 8 ou mais posições até retomar a liderança, não se consegue, especialmente se for às 05:00 da manhã enquanto se tenta ver os GP do Japão ou da Malásia, ficar acordado enquanto se ouvem aquelezzzz comentáriozzz dozzzzzz (bocejo) comentadorezzzzzzzz, zzzzz, zzzzz (ressono), zzzz * (desperto)... parece que passei pelas brasas, só de me lembrar (arrepio na espinha)... Dizia eu que não se consegue ficar de pestana aberta enquanto se luta contra o avançado (ou tardio, depende do caso) da hora e se "leva" com aquela ladaínha, qual história para dormir!

E o jogo de ontem, se o apreciei bastante, foi porque, ao fim de 10 ou 15 minutos de jogo, baixei o som da televisão e liguei o da aparelhagem, sintonizado posteriormente numa estação que estava a relatar o jogo. Quando é que os senhores produtores e os senhores comentadores vão perceber que, para se comentar um evento desportivo, não basta nem só ter conhecimento do desporto em questão nem só ter conhecimento jornalístico? Há que ter os dois e, como é o caso, quando há lacunas colmatá-las com formação progressiva e adequada! Irra que é saloio!

A bem do desporto!

Futebol I

Já falei aqui de futebol, mas sem que este mereça "honras" de ter um assunto específico só para ele. Talvez porque não é dos meus assuntos preferidos. Antes dele e, meramente no campo desportivo, preferia falar de Motociclismo, da NBA, Surf ou BTT, só para dar alguns exemplos.

Mas eis que o futebol me merece destaque, pelo jogo de ontem! Não sou adepto do Porto mas sou português, caramba! E, dado o adversário, adivinhava-se um bom desafio. Como até tinha tempo livre resolvi ligar a TV para ver se assim era. No máximo desligava a tv e vinha para o computador escrever no blog...

... e não me desapontei. Não vou comentar o jogo mas fica a noção de que foi um belo jogo. Os pequenos portugueses, os tais fiteiros como os ingleses tanto nos apelidaram, venceram o grande Manchester United e fizeram história (não estória) mais uma vez. De realçar que lá, no meio da claque, a festejar o golo do FCP, vejo um cachecol e uma camisola Verde e Brancos num claro exemplo de desportivismo e de que fora de Portugal somos todos portugueses e não deste ou aquele clube. Espero que muitos mais adeptos de todos os clubes, grandes e pequenos, sigam este exemplo. Só temos a ganhar com isso, a história do homem nas sociedades mostra isso vezes sem conta. Em grupo somos mais fortes do que sozinhos. Não entendo então porque razão o fanatismo clubístico, aquele que roça paredes com o religioso ou qualquer outro tipo de fanatismo, continua a ser alimentado por aqueles que mais têm a perder com ele!

Amanhã joga o Benfica e, a bem do futebol português, espero que ganhe!

terça-feira, fevereiro 24, 2004

Aldeia ou Labirinto Global?

Acho piada quando isto acontece...

Começo por ler um blog e, a meio, encontro um link para outro... e assim sucessivamente até ter percorrido dezenas de blogs diferentes. Hoje aconteceu-me o mesmo. O último que li foi o da Bomba(menos)Inteligente e despertou-me vários sorrisos, nomeadamente nos posts (mais recentes) sobre o Ministro JLA, a afirmação espirituosa do jornalista da SIC, ou o texto sobre as doenças mentais!

Gosto quando isto acontece. Em cada blog encontro um pedacinho de mim, ou pelo menos um pedacinho de conforto. Obviamente que a menção que fiz ao site é uma ligeira provocação provocada (duh!) por escrever totalmente por extenso o nome do site que, espero, leve ainda mais alguns a lerem alguns dos seus maravilhosos posts. Espero que entendam a provocação :).

Decidi parar por aqui... para já... por hoje... amanhã não sei! Li algures neste último blog que os blogues são um pequeno bairro (etc e tal). E foi isso que me levou a escrever este pequeno texto. Eu também pensava assim, até dar por mim a viajar incansavelmente através de vários textos de vários autores de vários blogues. Agora, qual Teseu em busca do Minotauro, acredito mais que os blogs estão interligados de tal maneira que formam um complexo labiríntico apenas comparável aos das nossas próprias células cinzentas. Aliás, no seguimento dessa ideia (estou fértil delas!) e sem querer parecer demasiado ousado, arriscaria mesmo a dizer que os mesmos, separadamente, parecem isolados mas, em conjunto, formam um cérebro comum a todos. Há o inconsciente, o consciente e o sub-consciente, o real, o imaginário e o metafísico, o masculino o feminino e o hermafrodita, a esquerda o centro e a direita, o hetero, o bi e o homossexual... basta procurar e encontraremos neste cérebro cada pedacinho desta comunidade (ou seria ao contrário?). E, tal como a ciência, desconfio que conhecemos menos de 10% do potencial deste "nosso" maravilhoso cérebro!

É carnaval, ninguém leva a mal!

E daí...

Este Carnaval, para mim, está a ser uma seca... a trabalhar desde as 07:00 da manhã não encontrei muita motivação para sair à noite. Mesmo assim, ontem, tinha feito planos para ir ao bar de um amigo e colega, pois tinha a certeza que me iria divertir na companhia de outros amigos nossos. Mas os planos saíram furados. Sem meio de transporte adequado acabei por optar não ir, ao invés de ir sem estar mascarado!

Mas eis que não me dei por vencido e o espírito carnavalesco lançou-me um desafio. Seria eu capaz de vir hoje trabalhar, dentro do espírito carnavalesco? Umas botas, umas meias coloridas, umas calças corsários, uma camisa rasgada nas mangas (à pirata) e um chapéu à mamonas assassinas, são a minha indumentária de hoje :).

Nada de brasileiradas (bem, excepto o chapéu :P - que por acaso é made in spain, he he he), tudo ao estilo muito tradicional do nacional desenrascanso :), mas com muito espírito carnavalesco! É que a vida são dois dias e o Carnaval são três!

Amanhã enterra-se o entrudo, mas espero que com ele não se enterre a boa disposição nem o espírito crítico (construtivo) pois sem eles a vida toma tons monocromáticos! E com eles como companheiros não precisamos de esperar pelo Carnaval do ano que vem, para podermos "soltar a franga".

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Fair Play 2004

Não sou grande fã de Futebol mas, quando o meu clube está a jogar bem, de vez em quando lá deixo os meus amigos convencerem-me :) a ir ver alguns jogos.

Apesar disso é por causa do futebol que escrevo estas linhas! Mais concretamente por causa do último grande derbi, o SLB - FCP. Não sou "lampião" mas há que dar a mão à palmatória... aquelas 3 faixas dos Diabos Vermelhos, onde se podia ler:

"Mourinho: Votado na net o vosso relvado também era o melhor da Europa"

"Milhões de Portugueses foram convocados. E tu, Baía?"
e
"Vota Mourinho - Miss T-Shirt Rasgada"

vêm demonstrar que, à semelhança de outras claques portuguesas e não só, é possível mandar bocas com humor e criar picardias saudáveis, sem ser preciso andar a chamar nomes às mães de cada um, nem a meter alhos nem bugalhos pelo meio.

Isto vai ao encontro daquilo que já algumas claques têm demonstrado. Que nem toda a gente vai ao Futebol para andar à porrada. Aliás, as claques eram o pior exemplo que se podia encontrar. Eram e são uma minoria repleta de paradoxos! Se por um lado seguem os clubes para todo o lado, sempre que podem, prestando o seu apoio, por outro muitas das vezes esse apoio é prejudicial à própria imagem do clube (vem-me à mente os casos das estações de serviço vandalizadas por algumas claques e os vários encontros antes, durante ou depois de jogos para "acertos de contas") causando distúrbios muitas vezes graves e que já levaram inclusivamente a que alguns clubes cortassem momentaneamente relações com as próprias claques (mais um paradoxo) e deixassem de as apoiar financeira ou moralmente.

Em Época de pré Euro 2004 é bom ver que também há alguns indí­cios, mesmo que ténues, de que o Hooliganismo também pode definhar. Esperemos que cada Português se lembre disso quando a altura chegar! E entretanto, vão treinando mais exemplos como o acima :).

quarta-feira, fevereiro 18, 2004

Estupidez sem limites

"A estupidez é infinitamente mais interessante que a inteligência. A inteligência tem limites, a estupidez não"

É com esta frase, cuja real autoria desconheço, que defino a minha aventura no trânsito, ontem à noite! Infelizmente o trânsito é um assunto recorrente no meu blog porque é com cada situação que encaro, que me custa a acreditar que alguém passe por isto... mas passa!

Vinha eu na minha "carroça", a caminho do treino, quando chego ao fim da circular de benfica, em direcção ao eixo N-S, quando um senhor vindo de Campolide ou Sete-Rios (não sei precisar mas que tem um sinal de perda de prioridade) decide que a minha carroça é que deveria perder a prioridade e avança, começando a bloquear-me o caminho! Os actos a seguir por mim desempenhados não ficaram, excepto pelo "bólide" utilizado, a dever nada ao mais recente jogo de computador, do qual sou grande fã, Need For Speed Underground! Perante este cenário a primeira reacção que tive foi, obviamente, travar. Como aquela curva é bastante apertada e tem relevo o carro ficou descompensado começando eu a perder o controlo do mesmo. Quando vi que travar não seria suficiente para evitar o embate, buzinei enquanto largava o travão e apontava o "nariz" do carro para o espaço de estrada que ainda me permitiria passar. Por sorte o condutor abrandou e desviou o carro, para cima do traço contínuo, para a outra faixa (arriscando-se a causar OUTRO acidente se por acaso viesse lá alguém, mas enfim), mas o descontrolo do meu carro ainda continuava e desta vez, reagindo à guinada violenta do volante, o mesmo aponta para o rail no interior da curva... mudei apenas o alvo, mas o risco de bater ainda era grande! Nova guinada, uma ligeira aceleração e o carro endireitou e "agarrou" a estrada debaixo das rodas!

Nesta altura o meu coração tinha mais pulsações que o de um rato almiscarado, e a adrenalina e a incredulidade começavam a transformar-se em raiva... mas eis que dou o benefício da dúvida e olho para o condutor do outro veículo, na esperança de ver um pedido de desculpas fruto de uma acção descuidada (todos cometemos erros). Mas não! O condutor passa por mim a rir-se, provavelmente porque achou piada ao facto de me ter visto "aos papéis". É aqui que entra a estupidez em acção! O que o condutor não percebeu é que se riu, única e exclusivamente, da sua estupidez! Da estupidez de, numa via sem prioridade, ter atravessado o seu carro numa curva que liga duas vias rápidas, da estupidez de, com esse acto, não ter percebido que, se não fosse o meu sangue frio e o ter conseguido evitar o acidente, o desfecho podia muito bem ser ele e/ou a filha (que seguia no branco atrás de si) poderem muito bem irem parar às urgências ao Hospital Sª Maria fruto de um embate lateral certeiro (como era o cenário inicial - "entrava" pela lateral do carro a dentro)!

Obviamente a raiva aumentou e a minha vontade foi a de dar uns tabefes neste biltre inconsciente e atirar-lhe a chave do carro para dentro do canil da União Zoófila ou para o Jardim Zoológico, para ver se lhe induzia alguma relexão enquanto a sua cara arrefecia e esperava pelo reboque... mas quando o vejo a entrar no eixo N-S a todo o gás, nitidamente tentado fugir da merd@ que fez, percebi que não valia a pena deixar de ir treinar-me a mim para "treinar" aquela aventesma e resta-me esperar que, se houver uma próxima vez, no meu lugar não esteja um TIR porque ele pode não ter uma segunda oportunidade de esboçar aquele sorriso idiota, inconsciente, ignóbil e estúpido!

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Ignorance is bliss

Já há algum tempo que não lia o blog de um amigo meu, quem aliás me introduziu no mundo dos blogs, o Estações Diferentes. Qual não é o meu espanto quando, ao ler os posts atrasados (eu é que estava atrasado a lê-los) deparo com uma crítica dele a um outro blog de uma senhora cujo blog não vou referir aqui porque acho que ela não o merece.

Ora então não é que a dita senhora, por sinal uma "ilustre" jornalista da 2, tem a lata e a ignorância de chamar a Tolkien um autorzeco?

Eu não sou apologista de, para me defender (ou defender algo) tenha que atacar algo ou alguém. Mas compreendo que às vezes isso é extremamente difícil, especialmente quando se lêm barbáries destas escritas por alguém que devia ter mais juizo e humildade, e menos narcisismo e petulância.

Só posso depreender que a dita senhora não consegue, como acontece a muitos alunos na geometria descritiva, conceber toda a profundidade das obras de Tolkien e, por isso, para ela, da mesma forma que para alguns alunos de GD aquilo são apenas um bando de riscos, aquilo são contos de fábulas ligeiramente mais elaborados que os de La Fontaine!

Se, como foi dito no filme Matrix (será que a dita senhora gostou do filme? se não gostou, será que o compreendeu?), a ignorância é uma bênção, esta senhora está divinalmente abençoada! Não há mal nenhum em ser-se ignorante. Ninguém nasce ensinado e até morrermos estamos sempre a aprender... mas fazer disso um estandarte e exibi-lo com orgulho como se fosse uma bandeira nacional é de uma cretinice tremenda.

A minha mãe, num confronto forçado dentro de um autocarro com uma beatóide, definiu numa frase aquilo que eu neste texto todo não consegui:
"Estou farta de beatas como a senhora, que se benzem no altar mas depois f*dem-se na sacristia".

Benza-se senhora jornalista, benza-se...