Excelente. Uma história intercruzada de dois casais e de como se deveriam tratar os desaguizados amorosos. Uma lição sobre a honestidade e a falta dela, sobre homens, sobre mulheres, sobre homens e mulheres e de como alguns homens se recusam a crescer (e de como as mulheres querem todas o mesmo).
I can't take my eyes off you...
Além de que a Natalie "Queen Amidala" Portman deixa em "aberto" uns argumentos... convincentes :).
Os diálogos são demasiado rápidos e intensos. Não é o tipo de filme que se consiga ver a comer pipocas... ou pelo menos o tipo de filmes que, a comerem-se as pipocas, não se quebra a atenção à procura daquela que nos caiu para o colo.
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Closer
Publicada por
L'enfant Terrible
às
04:32
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Simples imbecilidade II
Actualização do post anterior.
Quando recebi aquele email percebi que tinha ido para, além de mim, o seu grupo de amigos. Como tal nunca poderia ser, estritamente, uma conversa entre dois amigos. Constatei, após uma pequena busca no seu blog, que o conteúdo do email estava lá. Entendo este enviar a múltiplos destinatários, ao estilo polvo, como um convite pessoal mas não exclusivo nem vinculativo a "queres falar comigo?".
A minha resposta é: Contigo, sempre!
Outro abraço!
Quando recebi aquele email percebi que tinha ido para, além de mim, o seu grupo de amigos. Como tal nunca poderia ser, estritamente, uma conversa entre dois amigos. Constatei, após uma pequena busca no seu blog, que o conteúdo do email estava lá. Entendo este enviar a múltiplos destinatários, ao estilo polvo, como um convite pessoal mas não exclusivo nem vinculativo a "queres falar comigo?".
A minha resposta é: Contigo, sempre!
Outro abraço!
Publicada por
L'enfant Terrible
às
04:27
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Simples imbecilidade
Um amigo meu "acusou-me" (lembrou-me bem ao género de esfregar na cara :) ) que não tenho actualizado o meu blog. Esse meu amigo enviou-me uma carta daquelas que nos fazem pensar. Quando acabei de lhe responder pensei que, melhor que lhe enviar a resposta via email seria deixá-la aqui. Uma marca de um momento de reflexão, um desabafo, uma conversa entre dois amigos que não seja apagada pelo botão de Delete do teclado, após ter sido lida no programa de email:
> COMO?
>
> Como é que se consegue não ser suficiente.
> Como é que se vive com isso?
> Como é que conseguimos enfrentar a ideia de que tudo aquilo que fazemos,
> baseado numa lógica de positividade e afecto não serve de nada? Como é que
> se consegue de alguma forma racionalizar que o contributo das nossas acções
> não produz efeitos a qualquer nível?
> Como é que se aprende a não bastar? A ser aquilo que não chega? A não
> perceber o mínimo sentido para as coisas precisamente porque as reacções
> dos destinatários surgem absolutamente diferentes daquilo que pedem?
> Como é que se interioriza a futilidade dos nossos esforços? Como é que se
> consegue não ganhar importância, não importa o esforço, a abnegação, a
> entrega? Como é que se lida com a indiferença injustificada? Como é que
> nos tornamos capazes de encarar qualquer generosidade como intrinsecamente
> boa, mas factualmente inútil?
> Como é que conseguimos deixar de sentir alguma vergonha pelo que somos? Pela
> ingenuidade colocada em cada gesto tendente a dar alguma coisa? Como é que
> se aceitamos que uma certa linha condutora da vida quotidiana, assente num
> principio básico de não fazer mal e fazer bem se possível a alguém, seja
> insignificante?
> Como é que deixamos de nos sentir insignificantes? Como é que ganhamos um
> espaço á base dos esforços benignos, se de alguma forma acaba por nada
> significar?
> Como é que se propaga uma ideia contrária ao neo-realismo feiosos em que
> vivemos, através do simples acto de querer fazer mais que manter a
> elegância no contacto? Como é que se faz isso, se existe uma esquizofrenia
> clara na dinâmica da vivência entre as pessoas?
> Como é que ultrapassamos o egoísmo se chegarmos á conclusão de que ele é
> uma falsa, mas necessária ferramenta de sobrevivência?
> Como é que vivemos com o facto de nos envergonharmos por defender algo que
> parece perdido algures numa moderna e quixotesca cabeça? Como é que
> aceitamos e não cobramos a nós próprios a imensa tristeza de saber que
> não somos suficientemente importantes?
> Como é que se faz tudo isto?
> Como é que aceitamos tudo de todos e não somos aceites por quase nada? Como
> é que se consegue não ser alvo da mínima contemporização?
> Como é que se organiza uma vida? Como é que podemos de alguma forma deixar
> o mapa para o coração secreto, se somos somente sujeitos à pilhagem e
> exposição?
> Como é que se pode ser tão burro e ingénuo?
> Como é que se consegue ser eu?
>
> Como?
Incrivelmente... sem muito esforço! Começamos por comer a sopa, apesar de não gostarmos, porque a mamã ou o papá ralham e, quando damos por isso, estamos numa empresa, rodeados de gente imbecil que só pensa no seu próprio sucesso, chefiados por um imbecil maior que por sua vez é dirigido pelo(s) imbecil(is) mor que, apesar de todas as críticas, são exactamente aquilo que os imbecis dos nossos colegas aspiram a ser! Pelo meio tivemos de aturar imbecis na escola/faculdade (colegas, professores, auxiliares da secretaria, reitores, etc), aturar gajas imbecis só porque tinham um grande par de mamas ou um rabo de levantar o nabo até ao mais gay dos homens, ou os amigos imbecis das gajas baris, com quem namorámos ou gostávamos de namorar. E algures pelo meio fomos cedendo, pouco a pouco, uma vez que é preciso diplomacia, é preciso arranjar um compromisso, um meio-termo. Mas fomos perdendo a nossa identidade entre tantos meios termos! A única razão pela qual nos mantemos sãos é porque, no meio de tanta imbecilidade, de vez em quando, aparece alguém com rasgos de génio e/ou de lucidez e consegue-nos dar a beber um pouco dessa água da vida nesse deserto de identidades e ideias genuinas.
Tentamos abanar a cabeça, sacudir os ombros, piscar os olhos e tentar acordar deste pesadelo, apenas para ficarmos horrorizados ao constatarmos que esta é a triste realidade.
Um grande abraço, meu amigo!
> COMO?
>
> Como é que se consegue não ser suficiente.
> Como é que se vive com isso?
> Como é que conseguimos enfrentar a ideia de que tudo aquilo que fazemos,
> baseado numa lógica de positividade e afecto não serve de nada? Como é que
> se consegue de alguma forma racionalizar que o contributo das nossas acções
> não produz efeitos a qualquer nível?
> Como é que se aprende a não bastar? A ser aquilo que não chega? A não
> perceber o mínimo sentido para as coisas precisamente porque as reacções
> dos destinatários surgem absolutamente diferentes daquilo que pedem?
> Como é que se interioriza a futilidade dos nossos esforços? Como é que se
> consegue não ganhar importância, não importa o esforço, a abnegação, a
> entrega? Como é que se lida com a indiferença injustificada? Como é que
> nos tornamos capazes de encarar qualquer generosidade como intrinsecamente
> boa, mas factualmente inútil?
> Como é que conseguimos deixar de sentir alguma vergonha pelo que somos? Pela
> ingenuidade colocada em cada gesto tendente a dar alguma coisa? Como é que
> se aceitamos que uma certa linha condutora da vida quotidiana, assente num
> principio básico de não fazer mal e fazer bem se possível a alguém, seja
> insignificante?
> Como é que deixamos de nos sentir insignificantes? Como é que ganhamos um
> espaço á base dos esforços benignos, se de alguma forma acaba por nada
> significar?
> Como é que se propaga uma ideia contrária ao neo-realismo feiosos em que
> vivemos, através do simples acto de querer fazer mais que manter a
> elegância no contacto? Como é que se faz isso, se existe uma esquizofrenia
> clara na dinâmica da vivência entre as pessoas?
> Como é que ultrapassamos o egoísmo se chegarmos á conclusão de que ele é
> uma falsa, mas necessária ferramenta de sobrevivência?
> Como é que vivemos com o facto de nos envergonharmos por defender algo que
> parece perdido algures numa moderna e quixotesca cabeça? Como é que
> aceitamos e não cobramos a nós próprios a imensa tristeza de saber que
> não somos suficientemente importantes?
> Como é que se faz tudo isto?
> Como é que aceitamos tudo de todos e não somos aceites por quase nada? Como
> é que se consegue não ser alvo da mínima contemporização?
> Como é que se organiza uma vida? Como é que podemos de alguma forma deixar
> o mapa para o coração secreto, se somos somente sujeitos à pilhagem e
> exposição?
> Como é que se pode ser tão burro e ingénuo?
> Como é que se consegue ser eu?
>
> Como?
Incrivelmente... sem muito esforço! Começamos por comer a sopa, apesar de não gostarmos, porque a mamã ou o papá ralham e, quando damos por isso, estamos numa empresa, rodeados de gente imbecil que só pensa no seu próprio sucesso, chefiados por um imbecil maior que por sua vez é dirigido pelo(s) imbecil(is) mor que, apesar de todas as críticas, são exactamente aquilo que os imbecis dos nossos colegas aspiram a ser! Pelo meio tivemos de aturar imbecis na escola/faculdade (colegas, professores, auxiliares da secretaria, reitores, etc), aturar gajas imbecis só porque tinham um grande par de mamas ou um rabo de levantar o nabo até ao mais gay dos homens, ou os amigos imbecis das gajas baris, com quem namorámos ou gostávamos de namorar. E algures pelo meio fomos cedendo, pouco a pouco, uma vez que é preciso diplomacia, é preciso arranjar um compromisso, um meio-termo. Mas fomos perdendo a nossa identidade entre tantos meios termos! A única razão pela qual nos mantemos sãos é porque, no meio de tanta imbecilidade, de vez em quando, aparece alguém com rasgos de génio e/ou de lucidez e consegue-nos dar a beber um pouco dessa água da vida nesse deserto de identidades e ideias genuinas.
Tentamos abanar a cabeça, sacudir os ombros, piscar os olhos e tentar acordar deste pesadelo, apenas para ficarmos horrorizados ao constatarmos que esta é a triste realidade.
Um grande abraço, meu amigo!
Publicada por
L'enfant Terrible
às
02:52
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Gato de Esquerda? Blog Fedorento?
A ler... está excelente :)
http://gatofedorento.blogspot.com/2005_01_23_gatofedorento_archive.html
Parabéns RAP :). É caso para dizer, que cagaste bem de alto no PPM (o indivíduo, não o colectivo). Este homem é um mestre.
http://gatofedorento.blogspot.com/2005_01_23_gatofedorento_archive.html
Parabéns RAP :). É caso para dizer, que cagaste bem de alto no PPM (o indivíduo, não o colectivo). Este homem é um mestre.
Publicada por
L'enfant Terrible
às
08:20
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
Os Informáticos
Quando ingressei no curso de informática, no complementar, foi por pura carolice. Ou era isso ou era desporto, mas a informática intrigava-me. Quando consegui o meu primeiro emprego, na área de informática, fiquei banzado. Nessa altura a procura era maior que a oferta e os sistemas computorizados, apesar de já estarem instalados há uns anos, ainda estavam numa fase precoce. Era a fase de transição, com o aparecimento da Internet. Nessa altura o informático era um sabe-tudo, um homem-dos-sete-ofícios. Percebia de tudo um pouco e, por isso, era sempre conveniente tê-lo por perto e pagava-se por isso.
Hoje em dia o mundo não pode viver sem informáticos que, apesar de mais especializados, nunca se restringem, como se atletas de alta informatização (i.e. alta competição) fossem, a uma "modalidade". De um programador , a um hacker, passando por um profissional de T.I., todos percebem de programação, de sistemas de segurança, percebem de hardware, de software, todos sabem piratear umas músicas ou uns jogos, etc... Mas, talvez por causa dessa generalização e abundância de informáticos, o informático está-se a tornar, hoje em dia, o operário comum. Cada vez mais são mal pagos para trabalharem em áreas críticas e/ou sensíveis e não há, da parte dos empregadores, uma compreensão de como os avaliar, remunerar e como os potenciar para que, com uma força de trabalho tão boa em mãos, se possa evoluir a empresa e na empresa.
Estamos a caminhar para terrenos pantanosos. Numa era em que a inactividade momentânea de um servidor pode significar prejuízos avultados a várias empresas (e, consequentemente, maiores à empresa responsável pela manutenção do dito servidor/serviço), ter lá um Zé Manel a trabalhar horas a mais, com ordenado a menos, sem formação específica e de qualidade, é jogar à roleta russa e é esta permissividade que me choca. Choca-me porque, se houver borschtta, não é o director de recursos humanos e/ou o director do departamento do Zé Manel que saem prejudicados. Não! Quem sai prejudicado é o Zé, que vai para a rua. E os senhores directores, com o seu no bolso, carro de serviço e outras regalias, metem mais um anúncio em jornais e em empresas de trabalho temporário, à procura de mais um Zé Manel que lhes tape o buraco (salvo seja), por tuta e meia e que se possa tornar um bode expiatório se a coisa der para o torto (shit roles downhill, como dizem os américas). Mas se a coisa der mesmo para o torto, lá estão os senhores directores a abandonar a empresa, quais ratos num navio que se fundeia, para cargos de direcção noutra futuras empresas falidas ou, pior, geridas com dinheiros dos contribuintes.
Hoje em dia o mundo não pode viver sem informáticos que, apesar de mais especializados, nunca se restringem, como se atletas de alta informatização (i.e. alta competição) fossem, a uma "modalidade". De um programador , a um hacker, passando por um profissional de T.I., todos percebem de programação, de sistemas de segurança, percebem de hardware, de software, todos sabem piratear umas músicas ou uns jogos, etc... Mas, talvez por causa dessa generalização e abundância de informáticos, o informático está-se a tornar, hoje em dia, o operário comum. Cada vez mais são mal pagos para trabalharem em áreas críticas e/ou sensíveis e não há, da parte dos empregadores, uma compreensão de como os avaliar, remunerar e como os potenciar para que, com uma força de trabalho tão boa em mãos, se possa evoluir a empresa e na empresa.
Estamos a caminhar para terrenos pantanosos. Numa era em que a inactividade momentânea de um servidor pode significar prejuízos avultados a várias empresas (e, consequentemente, maiores à empresa responsável pela manutenção do dito servidor/serviço), ter lá um Zé Manel a trabalhar horas a mais, com ordenado a menos, sem formação específica e de qualidade, é jogar à roleta russa e é esta permissividade que me choca. Choca-me porque, se houver borschtta, não é o director de recursos humanos e/ou o director do departamento do Zé Manel que saem prejudicados. Não! Quem sai prejudicado é o Zé, que vai para a rua. E os senhores directores, com o seu no bolso, carro de serviço e outras regalias, metem mais um anúncio em jornais e em empresas de trabalho temporário, à procura de mais um Zé Manel que lhes tape o buraco (salvo seja), por tuta e meia e que se possa tornar um bode expiatório se a coisa der para o torto (shit roles downhill, como dizem os américas). Mas se a coisa der mesmo para o torto, lá estão os senhores directores a abandonar a empresa, quais ratos num navio que se fundeia, para cargos de direcção noutra futuras empresas falidas ou, pior, geridas com dinheiros dos contribuintes.
Publicada por
L'enfant Terrible
às
01:44
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Despedida do ano...
"Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para frente... tudo vai ser diferente!
Carlos Drummond de Andrade"
Como poderia eu discordar? :)
Carlos Drummond de Andrade"
Como poderia eu discordar? :)
Publicada por
L'enfant Terrible
às
01:44
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
quarta-feira, dezembro 29, 2004
Tanto tempo assim?
Para o ano que vem...
Parece tanto tempo!
Parece tanto tempo!
Publicada por
L'enfant Terrible
às
20:30
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
segunda-feira, novembro 22, 2004
Paradoxos
Após um dia de trabalho infernal (tudo estoira numa 2ª de manhã!), veio-me à cabeça algo...
Gosto do CAOS. Ajuda-me a manter as coisas em ORDEM!
Gosto do CAOS. Ajuda-me a manter as coisas em ORDEM!
Publicada por
L'enfant Terrible
às
16:07
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
| Reacções: |
quarta-feira, novembro 17, 2004
quarta-feira, novembro 10, 2004
Pirataria
A pirataria informática é coisa que conheço desde que comecei a jogar computador, na altura num ZX Spectrum 68K! Mas o que se resumia a um copiar de cassetes (os jogos eram uma sequência de sons gravados em suporte magnético - fita) e que deu lucros a muitas lojas de electrónica, hoje em dia evoluiu e assumiu contornos assustadores.
Na altura a pirataria era algo de que pouco se ouvia falar, mais que não seja não haviam leis que a regulassem coerentemente. Com o evoluir das máquinas veio o evoluir dos jogos e, consequentemente, um maior cuidado das companhias que os "fabricavam" em garantir que os seus lucros não fossem "desviados" por uma qualquer lojinha de esquina que se limitava a comprar um exemplar e depois vender cópias ilegais a um preço barato, sem manuais nem qualquer suporte (logo prestando nesse aspecto um mau serviço em várias frentes).
Hoje em dia a pirataria organizou-se ao ponto de não raro se ver nas ruas, em "bancadas" improvisadas, até ciganos a venderem cópias de filmes em DVD. Digo "até ciganos" porque até esse momento a actividade comercial do "cigano de rua" (à falta de termo melhor) era (tentar) vender umas máquinas fotográficas, uns relógios ou uns óculos de sol e, nas feiras, roupas "de fábrica".
Qual é o meu problema com a pirataria? Não consumo, eu próprio, títulos variados piratas? O meu problema é que, neste momento, o negócio da pirataria está praticamente a dar mais dinheiro que o negócio da venda legal desses mesmos títulos (estima-se que é mais rentável - seguro é, certamente - que a venda de droga)! O meu problema é que toda a pirataria que consumi e/ou consumo é gratuita. Adquiri-a sem gastar um tostão (excepto se contar com as horas gastas a navegar, os CD/DVD comprados e a electricidade...) e, portanto, não alimento mercados paralelos. Não dou dinheiro a ninguém, ponto final, excepto quando gosto mesmo de determinado jogo/filme e aí perco o amor ao dinheiro e compro uma cópia legal do mesmo. O meu problema é que, o negócio paralelo, está a gerar riqueza em mãos erradas! Em mãos daqueles que tudo fazem para ter um lucro fácil e que, portanto, não são senhores de muitos princípios e/ou escrúpulos. E o meu problema é que, cedo ou tarde, o feitiço vai-se virar contra o feiticeiro e, quem se lixa, é o àvido consumidor. Sim! Porque as grandes companhias não vão sustentar esses mercados para elas próprias terem prejuízos e, os parasitas da pirataria, vão-se virar para outras áreas mais rentáveis assim que lhes apertarem os calos. E sabe-se lá o que é que vão fazer com o dinheiro que entretanto ganharam. Financiar facções terroristas, grupos mercenários para-militares, ou "simplesmente" tentarem formar eles próprios um "clã" mafioso.
Na prática não sou contra a pirataria, até porque as demos de muitos jogos e trailers de muitos filmes muito prometem mas depois o título completo pouco cumpre (como o Windows95 e sucessores). E moralmente reconheço que a mesma é errada, pois parte de um princípio errado. Mas também o é o princípio das grandes companhias que é o de "Não interessa se é realmente bom o que vendemos, temos é de vender... e bem!!!". Nesse aspecto vejo o papel dos hackers e crackers como o dos actuais Robin dos Bosques. Ora e nessa mesma linha, o que vejo actualmente, é que alguns desses "Robin of Sherwood" foram mal aconselhados e tornaram-se eles próprios naquilo, ou pior, que tanto criticavam. Ao invés de roubarem dos ricos para darem aos pobres, roubam dos ricos para venderem aos pobres. Cobram pelos seus serviços e isto, a meu ver, tanto naquela altura como agora é absolutamente inaceitável. Até porque, com eles a ficarem ricos, quem é que vai roubar deles?
Na altura a pirataria era algo de que pouco se ouvia falar, mais que não seja não haviam leis que a regulassem coerentemente. Com o evoluir das máquinas veio o evoluir dos jogos e, consequentemente, um maior cuidado das companhias que os "fabricavam" em garantir que os seus lucros não fossem "desviados" por uma qualquer lojinha de esquina que se limitava a comprar um exemplar e depois vender cópias ilegais a um preço barato, sem manuais nem qualquer suporte (logo prestando nesse aspecto um mau serviço em várias frentes).
Hoje em dia a pirataria organizou-se ao ponto de não raro se ver nas ruas, em "bancadas" improvisadas, até ciganos a venderem cópias de filmes em DVD. Digo "até ciganos" porque até esse momento a actividade comercial do "cigano de rua" (à falta de termo melhor) era (tentar) vender umas máquinas fotográficas, uns relógios ou uns óculos de sol e, nas feiras, roupas "de fábrica".
Qual é o meu problema com a pirataria? Não consumo, eu próprio, títulos variados piratas? O meu problema é que, neste momento, o negócio da pirataria está praticamente a dar mais dinheiro que o negócio da venda legal desses mesmos títulos (estima-se que é mais rentável - seguro é, certamente - que a venda de droga)! O meu problema é que toda a pirataria que consumi e/ou consumo é gratuita. Adquiri-a sem gastar um tostão (excepto se contar com as horas gastas a navegar, os CD/DVD comprados e a electricidade...) e, portanto, não alimento mercados paralelos. Não dou dinheiro a ninguém, ponto final, excepto quando gosto mesmo de determinado jogo/filme e aí perco o amor ao dinheiro e compro uma cópia legal do mesmo. O meu problema é que, o negócio paralelo, está a gerar riqueza em mãos erradas! Em mãos daqueles que tudo fazem para ter um lucro fácil e que, portanto, não são senhores de muitos princípios e/ou escrúpulos. E o meu problema é que, cedo ou tarde, o feitiço vai-se virar contra o feiticeiro e, quem se lixa, é o àvido consumidor. Sim! Porque as grandes companhias não vão sustentar esses mercados para elas próprias terem prejuízos e, os parasitas da pirataria, vão-se virar para outras áreas mais rentáveis assim que lhes apertarem os calos. E sabe-se lá o que é que vão fazer com o dinheiro que entretanto ganharam. Financiar facções terroristas, grupos mercenários para-militares, ou "simplesmente" tentarem formar eles próprios um "clã" mafioso.
Na prática não sou contra a pirataria, até porque as demos de muitos jogos e trailers de muitos filmes muito prometem mas depois o título completo pouco cumpre (como o Windows95 e sucessores). E moralmente reconheço que a mesma é errada, pois parte de um princípio errado. Mas também o é o princípio das grandes companhias que é o de "Não interessa se é realmente bom o que vendemos, temos é de vender... e bem!!!". Nesse aspecto vejo o papel dos hackers e crackers como o dos actuais Robin dos Bosques. Ora e nessa mesma linha, o que vejo actualmente, é que alguns desses "Robin of Sherwood" foram mal aconselhados e tornaram-se eles próprios naquilo, ou pior, que tanto criticavam. Ao invés de roubarem dos ricos para darem aos pobres, roubam dos ricos para venderem aos pobres. Cobram pelos seus serviços e isto, a meu ver, tanto naquela altura como agora é absolutamente inaceitável. Até porque, com eles a ficarem ricos, quem é que vai roubar deles?
Subscrever:
Mensagens (Atom)