Pesquisas Inconformadas

quarta-feira, outubro 12, 2005

Eleitárquicas

Dos 4 "célebres", só um não ganhou a autarquia... Avelino Ferreira Torres. Daí pode-se concluir, não que o povo de Amarante votou em plena consciência (porque, diga-se, aquela percentagem de votos obtida por ele não é para brincar) mas que ele não ganhou porque eles não sabiam se ele roubava mas ao menos construía!

Fosse em "Marquinho de Canavezezinhos" e ia-se a ver a chumbada no traseiro... ai não!

terça-feira, outubro 11, 2005

Rescaldado...

De um modo geral, a democracia funcionou e venceu em toda a frente. Inclusivé na frente das virtudes e dos defeitos. Mas teve uns efeitos perversos, mostrando uma realidade perigosa que, creio, em breve será assimilada pelos partidos. Falo dos independentes à força. Dos candidatos que, renegados pelos seus partidos por estarem a ser alvo de investigações judiciais enquanto autarcas, decidiram concorrer (e vencer) as eleições, mostrando o quanto errado está o nosso sistema judicial e o quanto o populismo vence quando confrontado com a "força" (forca?) dos partidos. A única excepção foi Avelino Ferreira, mas também foi o único que incrivelmente conseguiu ser "condenado" (não se pôde recandidatar no "seu" concelho, tentou "comer em passagem" o concelho vizinho).

Essa foi a parte boa. O povo votou e elegeu quem quis para o liderar, ao contrário das legislativas em que se vota nos partidos.

A parte má resumia-se a uma frase da minha irmã: Mas o país só tem 2 partidos? Quase, diria eu! Quase. Assim não há democracia que aguente. Não há democracia que aguente um sistema judicial que iliba autarcas e deputados! Que os coloca, como representantes do povo, não ao seu lado mas num patar acima deles e acima da própria justiça. Um sistema podre que não tem coragem nem se sente legitimizado para, por exemplo, advertir exemplarmente Alberto João e Mário Soares pelas declarações feitas a público. Sim, fala-se muito da declaração de Soares no apelo ao voto no filho (da qual não acredito que saia mais do que um puxão de orelha), mas não se ouve falar da ameaça que Alberto João fez na madeira, relativamente aos apoios do governo regional às autarquias caso o PS ganhasse alguma câmara... Aliás Alberto João, mais do que a "Fatinha", ou o "Valentão", representa o que de podre vai nesta sociedade. Ninguém o suporta, mas ninguém tem a coragem de correr com ele. Apoiado por isso mesmo, e talvez pela idade já avançada, Alberto João tem-se tornado cada vez mais uma chaga irritante e purulenta. Desafia tudo e todos e, como não há quem "lhe jogue a mão à trela", não tem sequer pejo em "morder a mão do dono". Sente-se dono e senhor e, diga-se em abono da verdade, no lugar dele eu sentiria provavelmente o mesmo pelo que sinceramente não o critico mas sim aos que, podendo, decidem não colocar um limite às baboseiras, incongruências e ataques ao espírito democrático.

sábado, outubro 08, 2005

Caramba...

"A imprensa apenas se alimenta de cadáveres e heróis. Tudo o que se situe entre estes bem distantes extremos não serve para ocupar páginas ou antena. Então, o que fazem os bravos licenciados em comunicação social? Adulteram os factos para que um pobre coitado fique MESMO na miséria, e transformam um remediado caso de vitória no nosso ícone de gerações. Fica por descobrir se o curso em Portugal lecciona uma cadeira secreta de manipulação dos factos - talvez a cadeira seja tão eficaz que se auto-anula do currículo sem que ninguém perceba."

Em Being José Mourinho!

Fico sempre feliz quando encontro alguém que concorda comigo. Sim, porque não é fácil! Mais feliz ainda quando essa pessoa não me conhece de lado nenhum e provavelmente nem sabe que existo. E ainda mais contente fico por verificar que essa pessoa consegue-se exprimir nas "minhas" ideias, melhor do que eu!

Caramba, depois daquele texto só me resta pegar numa marreta e descobrir os poucos escombros que BJM deixou em pé :).

E pronto, voltei a "bater" nos jornalistas portugueses, sem ter escrito nada sobre eles... exercício estranhamente revigorante... como ir para o estádio nacional para se fazer exercício mas bastar uma lufada daquele ar fresco do pinhal e pensar "Por hoje está bom!".

Próxima vítima, os políticos... numas eleições perto de si.

sexta-feira, outubro 07, 2005

"Peçoas cumo nozes"

"posso afirmar, com propriedade, que Margarida Rebelo Pinto despertou o masoquista que há em mim. Que lê-la, do primeiro ao último livro, foi um tormento digno da Bíblia"

Isso, e muito, muito mais, para ler aqui.

Até tremo :).

O direito de me peidar(*) em público

Ao entrar hoje num restaurante para jantar e, estando o mesmo cheio de fumadores (normal num qualquer restaurante), senti-me deveras incomodado mas, alas, não tive outra escolha que não encolher os ombros e sentar-me para comer.

Foi então que uma intervenção divina, ou a coisa mais parecida com ela, me atingiu os "neurónis" ao mesmo tempo que me segurava para não me peidar(*)...

Se os fumadores têm direito a fumar em público e, com isso incomodar quem fuma, porque razão não hei de eu reservar o meu direito de me peidar em público? Obviamente que no cinema, ou na ópera, não será aconselhável, mas que melhor forma de liderar um protesto contra o fumo poluente e cancerígeno do tabaco com o colocar-me mesmo ao lado de um fumador e PIMBA, lá vai alho? As utilidades são imensas, por exemplo, no dito restaurante, com um senhor atrás de mim a fumar (não era o caso, mas isso não interessa nada agora):
  • (peido nº1)
  • Snif, snif...
  • (peido nº2)
  • snif, cof, AHAM!
  • (peido nº3)
  • snif, cof, cof, pffuuuu, que cheiro!
  • (peido nº4, monumental, a cheirar a ovos podres)
  • Desculpe! O senhor vai continuar a soltar traques durante quanto tempo?
  • Depende de quanto tempo o senhor demorar a fumar esse cigarro!
  • (cigarro apagado quase instantaneamente)

Ou numa discoteca? Quer melhor maneira de arranjar espaço e me livrar de bêbados que acotovelam e molham e de pontas de cigarros, quais lanças reluzentes, empunhadas contra as minhas vestes e, não raro, a pele? Uma boa feijoadazita à transmontana, ou uma catchupa, antes de ir sair e a pista é minha... literalmente!

(*)peidar
Conjugar
do Lat. pedere, com mudança de conjugação
v. int. e refl., pleb.,
expelir ventosidades, com estrépito, pelo ânus.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Não à dor!

http://www.animal.org.pt/bo/conteudos/imagens/Relatorio_Basta_Sofrimento_nos_Circos_pt.pdf

Deixei de ir ao circo há muito tempo. Por estas razões e outras ainda.

Teste ao meu positivismo

Hoje é um daqueles dias que mais valia ter telefonado ao meu chefe a dizer que estava com uma brutal caganeira!

De manhã tudo a correr bem, saio do duche depois de um bom passeio pela praia e penso "Vou vestir umas calças e uma camisa, que o meu chefe já me mandou a boca a dizer que só vou trabalhar de calções e t-shirt. Olha, vou levar estas calças de linho que, além de frescas, vieram agora de fazer a baínha e assim experimento-as". Até aqui tudo bem... saio de casa com um espírito revigorado e penso "Hoje vou começar uma nova fase na minha vida profissional. Vou contrariar este pessimismo latente e vou hoje começar a espalhar e exercer positivismo". Pois, pois. É mais fácil dizer, ou pensar, que fazer... senão veja-se...

  • Chego à estação e vejo que tenho um comboio dentro de poucos minutos... os poucos minutos passam e o horário do comboio, nos painéis electrónicos, muda para mais alguns minutos. Já estava ligeiramente atrasado (o que, diga-se, não é um bom começo), agora ia ficar definitivamente atrasado!
  • Quando o comboio finalmente arranca, pára pouco antes da estação seguinte. 1 minuto, 2, 5, levanto-me do lugar a bufar, à procura do revisor... claro que o comboio arrancou antes de eu o achar. Mesmo assim perguntei-lhe o que se tinha passado - "Foi um comboio que avariou na estação e impedia a passagem". Ah, que bom, e os altifalantes do comboio estão avariados, não? Ou o maquinista é atrasado mental e não se lembrou de avisar "Srs passageiros, informamos que este comboio está parado porque..."?
  • Chego ao trabalho muito atrasado! Sento-me a trabalhar e percebo que já tinham passado umas quantas horas desde que tinha almoçado e vou buscar uma das maravilhosas sandes de queijo (uma de queijo fresco, com sal e pimenta, outra com queijo da ilha) e uma peça de fruta... ok, está aqui a fruta, mas cadê as sandes? @#$%&*, ficaram no comboio quando me levantei à procura do revisor! @#$%&*, @#$%&* e @#$%&*! Minhas ricas sandes que me deixaram com água na boca enquanto as fazia e que não as comi para as guardar quando realmente tivesse fome! Só me apetecia partir tudo, quase chorei!
  • Acabo de comer a fruta e penso "é pá, isto não deu para o gasto... mas tenho um chocolate na minha gaveta"! Vou abrir a gaveta e vejo que deixei aquilo trancado... ok, no problemo, vou buscar a chave... a chave... onde está a chave? Será que a perdi? Não me parece... deve ter ficado no carro (espero que sim, só vou ver quando voltar!).
  • Não contente vou jantar e vou a um hotel que tem um buffet e que servem comida para fora. Como não tinha tido tempo de ir à net, penso que o melhor é trazer a comida enquanto vejo os meus blogues favoritos... pois é! Mas os talheres para comer a comida estão na gaveta, como o chocolate!

Felizmente um colega meu tinha a gaveta dele aberta e uns talheres de plástico a mais! Mas ainda faltam umas boas horas até o dia acabar e até eu me deitar, para amanhã acordar e pensar nisto como um sonho estranho!

Tenho de deixar de ir passear para a praia antes de vir trabalhar... faz-me mal :).

quarta-feira, outubro 05, 2005

PROCURA-SE...

Alguém sabe da desassossegada? Só me dá isto há vários dias:

"Not Found

The requested URL was not found on this server. Please visit the Blogger homepage or the Blogger Knowledge Base for further assistance."

Apagou o blog? Mas porquê?

Post SMS

Leva-me a jantar. Melhor ainda, leva-me a comer. Comes-me. Eu como-te: na mão; com os olhos; com imaginação; com prazer; por necessidade; por amor...

Passeio dos tristes.

As IC19 e 2ª circular são das estradas com mais trânsito (congestionamento e número de veículos/hora/via)a nível europeu. Gostava de saber porque razão, aos fins-de-semana e feriados milhares de tristes escolhem passear para sitios onde terão inevitavelmente de circular pelas mesmas (especialmente a IC19). Não apanham trânsito durante a semana e, portanto, não se importam de esperar 60, 90, 120 minutos para chegarem a Sintra/Cascais e outro tanto para sair? São masoquistas e gostam de sofrer? Não são masoquistas mas a vida corre-lhes demasiado bem e procuram motivos para reclamar? Ou são tristes, pobres de espírito, conduzidos pelo espírito de manada?

Sinceramente gostava de compreender...