Um amigo enviou-me o seguinte link, para ler com os meus olhos...
http://en.wikipedia.org/wiki/Abdul_Rahman_%28convert%29
Sem querer entrar pelo campo do significado de palavras como paz, liberdade e perdão, venho aqui escrever o que penso sobre como se poderia resolver toda a questão que assola o médio oriente. Aliás, como sou um mãos largas, acho que, se a ideia resultar, se pode depois aplicar aos países africanos onde as minorias são perseguidas e depois ao resto do mundo.
Será o meu contributo para o bem da humanidade e ficarei nos anais da história (suspiro).
O problema do médio oriente é óbvio, basta ligar a TV e fica-se logo a ver... aquilo são 100 cães a 1 osso e o cão que tiver o osso é quem manda (Top Dog, em "Amaricano"). Eles são sunitas, shiitas (não confundir com chitas), israelitas, muitos outros acabados em itas, curdos, surdos e murdos, palestinianos, indianos, e outros anos, pakistaneses, e sei lá mais o quê... uns são judeus, outros ateus, outros louvam a deus sem se parecerem com o insecto, uns cristãos, outros irmãos de uma qualquer ordem, sem que ordem seja a palavra principal no aglomerado de almas desesperadas por soluções divinas... todos eles querem tudo à sua maneira e todos eles falham.
A solução é simples... divide-se toda aquela zona de acordo com o número de credos, religiões, raças, castas, nacionalidades, etc... todas elas ficam separadas... os cristãos do pakistão ficam separados dos cristãos do iraque, por exemplo (e de todos os outros, por sinal). Assim cada grupo fica com o seu quinhão de terra e sem razões para se queixarem de que estão a ser descriminados, que os outros são imorais, que o gato do vizinho é mais gordo, e outras futilidades.
Se depois tiverem saudades das discussões vai haver lá uma faixa de gaza especial, para que de tempos em tempos possam matar à facada, apedrejar, perdoar o próximo e oferecer a outra face, enviar uns bombistas suicidas, etc...
terça-feira, março 28, 2006
Conflitos em tempo de paz
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L'enfant Terrible
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22:53
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quarta-feira, março 22, 2006
Não invejo o fado da melhor fadista.
Porque o melhor fado não é cantado com a voz...
É sentido na alma.
É alimentado pela nostalgia,
Consumido pela tristeza.
Apenas o rouxinol pode ambicionar ser fadista.
Assim, quando cantasse o seu melhor canto,
Poderia ele finar-se...
No palco, apenas.
É sentido na alma.
É alimentado pela nostalgia,
Consumido pela tristeza.
Apenas o rouxinol pode ambicionar ser fadista.
Assim, quando cantasse o seu melhor canto,
Poderia ele finar-se...
No palco, apenas.
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L'enfant Terrible
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21:33
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segunda-feira, março 13, 2006
A necessidade faz o engenho
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Manias e taras...
Respondendo ao desafio, aqui vai:
Regulamento: "Cada bloguista participante tem de elencar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.
1- Perfeccionismo - se se pode fazer melhor, porque não fazer? Se é o melhor que faço, então fico descansado porque dei tudo o que tinha... e quem dá o que tem... Mas se puder aprender a fazer melhor, agradeço a quem possa ensinar. Incluido neste ressaltava "Ensinar e aprender" - o pior burro é aquele que não quer aprender (eu sei que o ditado é com cego :) ). Acho que está tudo dito;
2- Desligar o telemóvel nos sítios/eventos em que este se torna incómodo... Hospitais e clínicas, locais de culto, funerais, cinemas, etc;
3- Exercício físico - fico doente se não o faço com alguma regularidade;
4- A verdade acima de tudo, ou quase. Se for para ser usada como arma, então perde o sentido. Se for usada com regularidade então é como o exercício físico... só faz bem;
5- Hägen Dazs - umas vezes não consigo resistir, outras consigo e não quero! Só coisas que deliciosamente m'atormentam :).
Agora a parte difícil... não tenho muita gente a quem lançar este desafio... mas aqui vai: Ao Passarinho e ao Lazlo, ao Animal, ao Troll de Serviço e ao Bart!
Regulamento: "Cada bloguista participante tem de elencar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue.
1- Perfeccionismo - se se pode fazer melhor, porque não fazer? Se é o melhor que faço, então fico descansado porque dei tudo o que tinha... e quem dá o que tem... Mas se puder aprender a fazer melhor, agradeço a quem possa ensinar. Incluido neste ressaltava "Ensinar e aprender" - o pior burro é aquele que não quer aprender (eu sei que o ditado é com cego :) ). Acho que está tudo dito;
2- Desligar o telemóvel nos sítios/eventos em que este se torna incómodo... Hospitais e clínicas, locais de culto, funerais, cinemas, etc;
3- Exercício físico - fico doente se não o faço com alguma regularidade;
4- A verdade acima de tudo, ou quase. Se for para ser usada como arma, então perde o sentido. Se for usada com regularidade então é como o exercício físico... só faz bem;
5- Hägen Dazs - umas vezes não consigo resistir, outras consigo e não quero! Só coisas que deliciosamente m'atormentam :).
Agora a parte difícil... não tenho muita gente a quem lançar este desafio... mas aqui vai: Ao Passarinho e ao Lazlo, ao Animal, ao Troll de Serviço e ao Bart!
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
Ela sorriu...
Ele tinha acabado de almoçar. Pediu a conta e pacientemente esperou. Com os olhos perscrutou cada pormenor do restaurante até que a conta chegou. Por indicação do empregado de mesa dirigiu-se à caixa, para pagar com cartão.
Ela recebeu-o com um sorriso:
- É para pagar?
Ele respondeu com um sorriso e estendeu-lhe o cartão.
- Visa, ou MB? - perguntou ela.
- Visa, sff.
Enquanto ela passava o cartão na máquina, ele observava cada pormenor do seu corpo. Os dedos compridos e delgados da mão dela, o braço tonificado, a ligeira assimetria dos seus ombros e costas, daquele ângulo, o cabelo apanhado que deixava antever o pescoço, a pele alva e luzidia com um aspecto de suavidade como o veludo, as feições bonitas e as belas formas de mulher adulta, não de adolescente.
- Assine aqui, sff.
Ele assinou o talão e entregou-lho. Olhou-a dentro dos olhos e como que a despiu de dentro para fora. Ela baixou os olhos... talvez ele tenha abusado um pouco, na profundidade do olhar:
- Aqui tem. Obrigado e volte sempre - ela voltava a olhá-lo, embora timidamente. Deixou escapar um leve sorriso.
Ele sorriu de volta e virou as costas, guardando os seus pertences na carteira. Deu dois passos e pausou. Voltou-se para trás:
- Desculpe...
Ela olhou, intrigada:
- Sim?
- Queria só dizer-lhe uma coisa...
Ele estava um pouco sem jeito. Ela franziu o sobrolho ao vê-lo inquieto.
- Você é realmente bonita! - a frase saiu-lhe como um suspiro preso no peito, lutando por sair. Virou as costas e continuou a marcha. Ela ficou indiferente, tinha ouvido piropos daqueles desde o início da adolescência.
Ele tinha acabado de sair pela porta quando ela se deu conta da sinceridade de cada uma das letras da frase que tinha acabado de ouvir. Começou a retirar o avental à pressa - aquela porcaria deu um nó quando ela tentou desfazer o laço... ela quase que o rasgou enquanto o tirava à pressa pela cabeça. Olhou para a mãe à procura de assentimento e compreensão. Não disse palavra mas os seus olhos debitavam toda a informação necessária. A mãe nada disse, apenas sorriu e abanou ligeiramente a cabeça...
Ela olhou-se ao espelho, alisou o cabelo, ajeitou a blusa e saiu disparada porta fora. Ele ia pouco mais à frente, com um andar pausado.
- DESCULPE! - Soltou ela enquanto acelerava o passo. Não queria correr mas também não queria ir devagar demais.
Agora era a vez dele de ficar intrigado.
- Aquelas palavras... aquele elogio... foi sentido, não foi?
A cabeça dele disparou com pensamentos a 1000 km/h. O que queria ela dizer com isso? Sim foi sentido e depois? Será que não gostou, sentiu-se ofendida?
A voz dela silenciou os pensamentos:
- O que é que quer de mim?
Os pensamentos dispararam ainda mais, passaram a barreira do som, cada vez mais próximos da velocidade da luz. Como assim? Não há perguntas fáceis? Os pensamentos tornaram-se imagens em fast forward. Um jantar à luz das velas, fazer amor numa praia tropical, ao pôr-do-sol, conhecê-la melhor, tendo grandes conversas para descobrir se a beleza interior era tanta como a exterior...
Ela interrompeu o "filme":
- Não estou habituada a não ser seduzida, depois de um elogio! A que não me peçam o nº de telefone ou o email...
Ele continuava mudo. As imagens, as palavras, tinham desaparecido.
- Mas você fez-me o melhor elogio da minha vida e não tentou obter nada em troca...
Ele apenas sorria com confiança no que o futuro lhe reservara:
- O meu nome é Filipe, muito prazer em conhecê-la...
Ela recebeu-o com um sorriso:
- É para pagar?
Ele respondeu com um sorriso e estendeu-lhe o cartão.
- Visa, ou MB? - perguntou ela.
- Visa, sff.
Enquanto ela passava o cartão na máquina, ele observava cada pormenor do seu corpo. Os dedos compridos e delgados da mão dela, o braço tonificado, a ligeira assimetria dos seus ombros e costas, daquele ângulo, o cabelo apanhado que deixava antever o pescoço, a pele alva e luzidia com um aspecto de suavidade como o veludo, as feições bonitas e as belas formas de mulher adulta, não de adolescente.
- Assine aqui, sff.
Ele assinou o talão e entregou-lho. Olhou-a dentro dos olhos e como que a despiu de dentro para fora. Ela baixou os olhos... talvez ele tenha abusado um pouco, na profundidade do olhar:
- Aqui tem. Obrigado e volte sempre - ela voltava a olhá-lo, embora timidamente. Deixou escapar um leve sorriso.
Ele sorriu de volta e virou as costas, guardando os seus pertences na carteira. Deu dois passos e pausou. Voltou-se para trás:
- Desculpe...
Ela olhou, intrigada:
- Sim?
- Queria só dizer-lhe uma coisa...
Ele estava um pouco sem jeito. Ela franziu o sobrolho ao vê-lo inquieto.
- Você é realmente bonita! - a frase saiu-lhe como um suspiro preso no peito, lutando por sair. Virou as costas e continuou a marcha. Ela ficou indiferente, tinha ouvido piropos daqueles desde o início da adolescência.
Ele tinha acabado de sair pela porta quando ela se deu conta da sinceridade de cada uma das letras da frase que tinha acabado de ouvir. Começou a retirar o avental à pressa - aquela porcaria deu um nó quando ela tentou desfazer o laço... ela quase que o rasgou enquanto o tirava à pressa pela cabeça. Olhou para a mãe à procura de assentimento e compreensão. Não disse palavra mas os seus olhos debitavam toda a informação necessária. A mãe nada disse, apenas sorriu e abanou ligeiramente a cabeça...
Ela olhou-se ao espelho, alisou o cabelo, ajeitou a blusa e saiu disparada porta fora. Ele ia pouco mais à frente, com um andar pausado.
- DESCULPE! - Soltou ela enquanto acelerava o passo. Não queria correr mas também não queria ir devagar demais.
Agora era a vez dele de ficar intrigado.
- Aquelas palavras... aquele elogio... foi sentido, não foi?
A cabeça dele disparou com pensamentos a 1000 km/h. O que queria ela dizer com isso? Sim foi sentido e depois? Será que não gostou, sentiu-se ofendida?
A voz dela silenciou os pensamentos:
- O que é que quer de mim?
Os pensamentos dispararam ainda mais, passaram a barreira do som, cada vez mais próximos da velocidade da luz. Como assim? Não há perguntas fáceis? Os pensamentos tornaram-se imagens em fast forward. Um jantar à luz das velas, fazer amor numa praia tropical, ao pôr-do-sol, conhecê-la melhor, tendo grandes conversas para descobrir se a beleza interior era tanta como a exterior...
Ela interrompeu o "filme":
- Não estou habituada a não ser seduzida, depois de um elogio! A que não me peçam o nº de telefone ou o email...
Ele continuava mudo. As imagens, as palavras, tinham desaparecido.
- Mas você fez-me o melhor elogio da minha vida e não tentou obter nada em troca...
Ele apenas sorria com confiança no que o futuro lhe reservara:
- O meu nome é Filipe, muito prazer em conhecê-la...
terça-feira, fevereiro 14, 2006
1 flor, apenas...
Porque 10, 100, 1000 flores
Não chegam para te mostrar a minha paixão.
E a minha paixão arde mais do que 1000 sóis,
É mais vasta do que 1000 vias lácteas.
O universo envergonha-se de tal imensidão,
O multiverso desmultiplica-se em desculpas.
E, no fim, tal como no início,
Estou à tua espera...
À espera do teu sorriso.
Beija-me.
sábado, dezembro 31, 2005
Um sorriso pela manhã
Um sorriso pela manhã
é como o canto d'um rouxinol...
encanta-nos pela sua beleza
e embala-nos no seu branco lirismo.
Pudéramos todos cedo sorrir
e os dias cinzentos tornar-se-iam mais claros
e as tardes solarentas mais calorosas
e as noites escuras não tão solitárias...
Uma continuação de Boas Festas.
é como o canto d'um rouxinol...
encanta-nos pela sua beleza
e embala-nos no seu branco lirismo.
Pudéramos todos cedo sorrir
e os dias cinzentos tornar-se-iam mais claros
e as tardes solarentas mais calorosas
e as noites escuras não tão solitárias...
Uma continuação de Boas Festas.
terça-feira, dezembro 20, 2005
As últimas folhas do Outono
Ontem de manhã, enquanto passeava a minha bichinha, fui brindado com um espetáculo que só aparece em documentários feitos por pessoas que têm a pachorra de se fincarem num sítio durante horas, armados com uma câmara, à espera que algo similar aconteça...
Ao passar entre as árvores de folha caduca do jardim, uma brisa mais forte sacudiu os ramos e resultou numa chuva de estrelas (eram folhas de 5 pontas) na direcção da minha cara! Fitando apenas a "chuva" contra o céu azul senti uma sensação indescritível de estar em paz com a Mãe Natureza e de agradecimento por estes pequenos momentos inesperados que ela nos proporciona quando estamos receptivos. São visivelmente as últimas folhas do Outono tentando agarrar-se para, quem sabe, poder aplaudir a entrada do Inverno antes de se resignarem ao seu futuro.
Ainda saquei do telemóvel para tentar filmar mas o que o momento teve de lindo, teve de breve.
Ao passar entre as árvores de folha caduca do jardim, uma brisa mais forte sacudiu os ramos e resultou numa chuva de estrelas (eram folhas de 5 pontas) na direcção da minha cara! Fitando apenas a "chuva" contra o céu azul senti uma sensação indescritível de estar em paz com a Mãe Natureza e de agradecimento por estes pequenos momentos inesperados que ela nos proporciona quando estamos receptivos. São visivelmente as últimas folhas do Outono tentando agarrar-se para, quem sabe, poder aplaudir a entrada do Inverno antes de se resignarem ao seu futuro.
Ainda saquei do telemóvel para tentar filmar mas o que o momento teve de lindo, teve de breve.
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Festas Felizes
A todos os meus amigos,
Aos que me telefonam, aos que não telefonam mas pensam em fazê-lo apenas para se esquecerem no minuto a seguir. Aos que enviam emails aos quais respondo e aos que enviam emails que (ainda) não respondi porque deixei para depois, para ler com mais calma. Aos que me convidam para as suas festas de aniversário, apesar de nunca irem às minhas, aos que foram às minhas e nunca me convidaram para as deles. Aos que não fazem festas de aniversário. Aos que me convidaram para o seu casamento e que eu espero poder convidar no dia do meu, se ele chegar. A todos os que me amam e que, espero, sejam no mínimo o mesmo número daqueles a quem amo de volta. Aos cristão, aos judeus, aos muçulmanos, ateus, agnósticos ou crentes de outras formas de divindade. A todos os que eu não disse que os amo apesar de o sentir, porque vivemos numa sociedade em que dizer eu amo-te, em voz alta, pode ser mal interpretado (como é que um sentimento tão puro pode ser mal interpretado?). À minha família em constante crescimento. Aos amigos de infância que se perderam quando esta deu lugar à adolescência, aos amigos de infância que permanecem até hoje. O mesmo para os amigos da adolescência e aos que fiz já em idade adulta. Aos meus amigos endinheirados e aqueles a quem o dinheiro não lhes sorri, apesar dos esforços. Ao meu amigo Alex "franciú", que é o meu amigo mais antigo e do qual tenho muitas saudades porque não sei dele desde a Expo98...
Porque,
Acredito que só assim é que as amizades funcionam, quando há amor e não interesse. Que o Natal é o tempo de estar com a família e com todos os amigos que nos puderem fazer companhia, mesmo que por 5 minutos. O Natal não é o natal dos hospitais, não é oferecer aquela prenda porque nos sentimos obrigados, mas sim porque achámos que iriam gostar e, mais importante, que a mereceram. E, quando não encontrámos aquela prenda (seja porque razão for), um bom abraço, forte, quente, sentido e umas palavras de apreço vai perdurar durante muitos anos na memória tanto de quem o deu como de quem o recebeu. E como sabe bem ser abraçado numa noite fria! O Natal não é o consumismo instantâneo e se no Natal a economia sofre um alívio isso deve ser um efeito da necessidade de partilha e não a causa da mesma. De hoje para amanhã muda-se de casa, muda-se de cara, de pele, de número de télélé, de vida... morre-se... e ficaremos sempre presos a uma realidade que já não existe, com palavras que não dissemos, com gestos que não fizemos. E porque não tenho na memória todos os contactos de todos os meus amigos e, como não tenho, não acho justo que contacte uns e não outros recorrendo assim a esta forma democrática de os informar a todos, sem excepção, mesmo que nunca leiam estas linhas...
Quero-vos dizer que vos amo.
Aos que me telefonam, aos que não telefonam mas pensam em fazê-lo apenas para se esquecerem no minuto a seguir. Aos que enviam emails aos quais respondo e aos que enviam emails que (ainda) não respondi porque deixei para depois, para ler com mais calma. Aos que me convidam para as suas festas de aniversário, apesar de nunca irem às minhas, aos que foram às minhas e nunca me convidaram para as deles. Aos que não fazem festas de aniversário. Aos que me convidaram para o seu casamento e que eu espero poder convidar no dia do meu, se ele chegar. A todos os que me amam e que, espero, sejam no mínimo o mesmo número daqueles a quem amo de volta. Aos cristão, aos judeus, aos muçulmanos, ateus, agnósticos ou crentes de outras formas de divindade. A todos os que eu não disse que os amo apesar de o sentir, porque vivemos numa sociedade em que dizer eu amo-te, em voz alta, pode ser mal interpretado (como é que um sentimento tão puro pode ser mal interpretado?). À minha família em constante crescimento. Aos amigos de infância que se perderam quando esta deu lugar à adolescência, aos amigos de infância que permanecem até hoje. O mesmo para os amigos da adolescência e aos que fiz já em idade adulta. Aos meus amigos endinheirados e aqueles a quem o dinheiro não lhes sorri, apesar dos esforços. Ao meu amigo Alex "franciú", que é o meu amigo mais antigo e do qual tenho muitas saudades porque não sei dele desde a Expo98...
Porque,
Acredito que só assim é que as amizades funcionam, quando há amor e não interesse. Que o Natal é o tempo de estar com a família e com todos os amigos que nos puderem fazer companhia, mesmo que por 5 minutos. O Natal não é o natal dos hospitais, não é oferecer aquela prenda porque nos sentimos obrigados, mas sim porque achámos que iriam gostar e, mais importante, que a mereceram. E, quando não encontrámos aquela prenda (seja porque razão for), um bom abraço, forte, quente, sentido e umas palavras de apreço vai perdurar durante muitos anos na memória tanto de quem o deu como de quem o recebeu. E como sabe bem ser abraçado numa noite fria! O Natal não é o consumismo instantâneo e se no Natal a economia sofre um alívio isso deve ser um efeito da necessidade de partilha e não a causa da mesma. De hoje para amanhã muda-se de casa, muda-se de cara, de pele, de número de télélé, de vida... morre-se... e ficaremos sempre presos a uma realidade que já não existe, com palavras que não dissemos, com gestos que não fizemos. E porque não tenho na memória todos os contactos de todos os meus amigos e, como não tenho, não acho justo que contacte uns e não outros recorrendo assim a esta forma democrática de os informar a todos, sem excepção, mesmo que nunca leiam estas linhas...
Quero-vos dizer que vos amo.
terça-feira, dezembro 06, 2005
Porque é preciso relembrar estas coisas...
Aministia Internacional
É preciso relembrar que, o país que se autointitula o polícia do mundo, mata os seus próprios habitantes! Já para não falar que, para eles, o conceito de liberdade de expressão não passa de um "memo" na constituição...
É preciso relembrar que, o país que se autointitula o polícia do mundo, mata os seus próprios habitantes! Já para não falar que, para eles, o conceito de liberdade de expressão não passa de um "memo" na constituição...
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