Denis
sexta-feira, setembro 21, 2007
Achei Graça
Boas tardes Sr. Pedro Tadeu,
Achei graça ao seu texto. Achei graça ao modo como foi contruído, achei graça ao leve humor sarcástico e achei graça ao facto de ter achado tanta graça em tanta coisa sobre uma pobre (quando comparados os orçamentos com os de outras) e humilde selecção de râguebi que, por acaso, é a nossa. Mas o que eu achei mais graça, foi ter falado na abada! Foi lindo! Mas acho que não percebeu bem porque é que Os Lobos de Portugal acharam graça ao facto de terem perdido por apenas 46 pontos com a Escócia (e, por exemplo, como ontem devem ter achado graça terem conseguido perder por apenas 26 pontos -salvo erro - com a Itália, sendo que a Itália só consegui alargar o resultado de 16-5 para 31-5 nos momentos finais do encontro). É que, para a única (e sublinho única) selecção amadora do mundial, perder com uma selecção várias vezes campeã por apenas 46 pontos seria como, para si, ir jogar 1 contra 1 com o Cristiano Ronaldo e perder por apenas 5 ou 6 golos de diferença ou, se preferir, ir lutar wrestling contra o Hulk Hogan, ou boxe contra o Tyson e não ser nocauteado.
O que eu não acho graça nenhuma é que, neste país, tudo o que não seja com uma bola redonda nos pés, num campo relvado, não se fala ou, quando se fala, fala-se sem saber. Mas, como dizia o outro: "Se não puder ajudar, atrapalhe! O importante é participar!". Deve estar muito contente depois do seu contributo, certamente.
Ah! Não pense que sou grande fã de râguebi, porque não sou! Mas tenho respeito por aqueles que, por amadorismo, sacrificam a sua vida profissional e pessoal por lutarem por algo em que acreditam. Muito mais respeito do que por aqueles que se sentam atrás de uma secretária e se limitam a empatar a vida dos outros...
Denis
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L'enfant Terrible
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20:11
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segunda-feira, julho 02, 2007
O Menino Chorou
O menino chorou,
A sua mãe não estava por perto,
Então ele chorou mais,
O seu pai não estava à vista,
Ele chorou ainda com mais força,
Dos seus irmãos, nada se vislumbrava,
Então ele chorou o mais forte que pôde...
Chorou tanto,
E com tanta força,
Que a Mãe Terra parou de girar,
Com tanto barulho, como se conseguia girar a um ritmo constante?
Não podia! Tinha de ver porque chorava aquele menino.
- Porque choras menino?
(silêncio)
O menino sorriu!
Não se lembrava porque tinha chorado.
A terra sorriu com ele e voltou a girar.
E ambos sorriram,
E ambos riram,
E ambos choraram,
E voltaram a rir.
O menino sorriu.
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sábado, junho 16, 2007
Para quem viu o post ECO...
A menina que em 1992 discursou em frente às NU, está aqui:
http://en.wikipedia.org/wiki/Severn_Cullis-Suzuki
http://en.wikipedia.org/wiki/Severn_Cullis-Suzuki
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L'enfant Terrible
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03:04
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quinta-feira, junho 07, 2007
A beleza
Dubai. País árabe, regime dictatorial, islão integral mas com todas as comodidades do mundo ocidental. Os xeques e emires são tão ricos que dedicam as muitas horas livres aos caprichos da imaginação. Só um deles por exemplo , possue mais de 2000 cavalos de puro sangue árabe e que são utilizados para as provas mundias de hípica pelos melhores ginetes.
Aí só há practicamente areia como cenário decorativo e poca caça, mas os emires do Dubai adoram soltar os falcões para caçar lebres e pombas. É uma forma de exibição masculina entre companheiros. Tudo isto foi a parar em que um espanhol que é treinador de falcões foi aí a trabalhar para um xeque. Veste-se de árabe e já aprendeu e tudo a dizer algumas frases en árabe.
...
Um dia, depois de admirar a beleza do voo e a actitude de um falcão, expressou a sua admiração ao dono da criatura voadora, dizendo; que esse falcão era uma das mais belas aves que tinha visto voar.
E o emir respondeu-lhe : os teus olhos sim que são belos!
Ficou atrapalhado o homem porque não sabia exactamente o que é que lhe queria dizer com isso. Então, outro emir que se apercebeu da cara de estupor do espanhol, explicou-lhe:
A verdadeira beleza não está nas coisas mas sim nos olhos de quem as vê como belas.
...
Esta é a maior das faculdades do ser humano: transformar o mundo só com um olhar.
As vezes basta ver as coisas de uma forma diferente ao que estavamos habituados para encontrar a solução a uma realidade melhor e a um mundo melhor.
Por favor, esqueçam tudo o que aprenderam e voltem a ver as coisas como quando eram crianças e sereis mais felizes.
Lembro-me que de pequeno adorava as formigas e os pequenos insectos e nunca os achava repugnantes...
Nada é certo e nada é verdadeiro no mundo que desfila ante os teus olhos incrédulos.
Se assim o desejas será belo e se não, feio será. Nem uma coisa nem outra será a verdade
mas dependendo de como a vejas, serás mais ou menos feliz.
Aí só há practicamente areia como cenário decorativo e poca caça, mas os emires do Dubai adoram soltar os falcões para caçar lebres e pombas. É uma forma de exibição masculina entre companheiros. Tudo isto foi a parar em que um espanhol que é treinador de falcões foi aí a trabalhar para um xeque. Veste-se de árabe e já aprendeu e tudo a dizer algumas frases en árabe.
...
Um dia, depois de admirar a beleza do voo e a actitude de um falcão, expressou a sua admiração ao dono da criatura voadora, dizendo; que esse falcão era uma das mais belas aves que tinha visto voar.
E o emir respondeu-lhe : os teus olhos sim que são belos!
Ficou atrapalhado o homem porque não sabia exactamente o que é que lhe queria dizer com isso. Então, outro emir que se apercebeu da cara de estupor do espanhol, explicou-lhe:
A verdadeira beleza não está nas coisas mas sim nos olhos de quem as vê como belas.
...
Esta é a maior das faculdades do ser humano: transformar o mundo só com um olhar.
As vezes basta ver as coisas de uma forma diferente ao que estavamos habituados para encontrar a solução a uma realidade melhor e a um mundo melhor.
Por favor, esqueçam tudo o que aprenderam e voltem a ver as coisas como quando eram crianças e sereis mais felizes.
Lembro-me que de pequeno adorava as formigas e os pequenos insectos e nunca os achava repugnantes...
Nada é certo e nada é verdadeiro no mundo que desfila ante os teus olhos incrédulos.
Se assim o desejas será belo e se não, feio será. Nem uma coisa nem outra será a verdade
mas dependendo de como a vejas, serás mais ou menos feliz.
quarta-feira, maio 30, 2007
ECO
http://www.youtube.com/watch?v=5g8cmWZOX8Q
Todos os dias tento fazer eco destas palavras a algumas pessoas de cada vez. A coisa ainda não se tornou mais fácil...
Todos os dias tento fazer eco destas palavras a algumas pessoas de cada vez. A coisa ainda não se tornou mais fácil...
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terça-feira, maio 29, 2007
Desabafo I e I/II (um e meio)
Por razões que desconheço, a carta Desabafo I não foi publicada correctamente.
Lapso corrigido e, já agora, podem ficar a saber que alguém do Campo Pequeno reagiu à minha carta dando-me total razão e até desabafando que já estão exaustos de pedir à CML e à PSP que faça alguma coisa sobre isto (o que até faz sentido porque eles são parte interessada).
Dos restantes destinatários, nada... niente... zilch.
Not So Little Brother Anymore :),
Denis
Lapso corrigido e, já agora, podem ficar a saber que alguém do Campo Pequeno reagiu à minha carta dando-me total razão e até desabafando que já estão exaustos de pedir à CML e à PSP que faça alguma coisa sobre isto (o que até faz sentido porque eles são parte interessada).
Dos restantes destinatários, nada... niente... zilch.
Not So Little Brother Anymore :),
Denis
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L'enfant Terrible
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O menino que gosta da chuva (prosa)
Chove lá fora.
Dentro de casa o menino vê as gotas colarem-se aos vidros da janela do seu quarto.
Lentamente as gotículas juntam-se uma a uma, amontoam-se e depois escorrem pela janela abaixo numa alegre correria.
De repente tudo muda, a chuva e o quarto não existem mais. Tudo o que existe é a janela, as gotas de água que se formam na janela e ele.
E ele não é mais um menino, é um jockey de gotas de água numa corrida interminável.
Ele observa-as em formação, identifica o momento propício em que elas vão começar a correr e escolhe uma, tentando apostar na mais rápida.
Mas o importante não é ganhar.
É aquela alegria que ele sente a escorrer pelo vidro abaixo, montado nas gotaa, uma após a outra.
Cada corrida demora apenas uns segundos, mas são os segundos mais excitantes que ele já viveu até ao momento.
E esses segundos, todos juntos, são minutos.
E esses minutos, todos somados, dão horas.
E a cada corrida que acaba ele tem apenas uma fracção de segundo para escolher outra gota.
E nessa fracção de segundo ele é dono e senhor do seu nariz.
Não tem ninguém para lhe dizer qual a gota que pode ou não escolher.
Ele é o rei das gotas de água.
Então, de repente, ouve uma voz:
Filho, não vens almoçar? Estou-te a chamar há uma eternidade...
É a voz da mamã.
E com ela vem o quarto e a chuva e os brinquedos e as suas roupas normais.
(bolas, podia ter ficado com o capacete e as botas de jockey)
Consternado ele obedece.
Estava a brincar, mamã... não te ouvi.
Mas ela não entende como é que ele pode estar a brincar, se estava parado a olhar para uma janela molhada pela chuva.
Quando acaba de almoçar, a chuva já parou.
Ele vai até à janela do seu quarto, mas o Sol já secou todas as gotas.
Abre a janela e o único vestígio da chuva é o agradável cheiro a fresco que sente.
Resignado, vai até ao jardim e senta-se na relva molhada, com os braços cruzados em cima dos joelhos.
É capaz de demorar um pouco até voltar a chover.
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sexta-feira, maio 18, 2007
Desabafo II
Para o MAI, dado que a inércia da PSP neste caso tem sido mais que muita:
Pergunto eu, no email em anexo sobre o estacionamento abusivo na zona do Campo Pequeno (especialmente em dias de espetáculo), onde é que essa filosofia é prosseguida e colocada em prática, no que toca ao garantir e no defender do bem estar dos moradores do Campo Pequeno? Onde é que a ordem pública é mantida, quando o estacionamento selvagem é um hábito, onde é que o direito à circulação pelos passeios é garantido, e a garantia de que, se tiver de circular pela estrada, a integridade do cidadão não é colocada em causa. E qual é a compreensão demonstrada pela divisão de trânsito do Comando da PSP de Lisboa, quando se telefona a participar estes verdadeiros atentados às liberdades e direitos supra mencionados?
Aguardo expectante uma resposta vossa,
Atenciosamente,
Denis
Exmos Senhores,
No vosso site pode ler-se:
INÍCIO DE CITAÇÃO
A Polícia de Segurança Pública (PSP) é uma força de segurança com a natureza de serviço público dotado de autonomia administrativa, que tem por funções defender a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos do disposto na Constituição e na Lei. Em situações de normalidade, as suas actividades são desenvolvidas de acordo com os objectivos e finalidades da política de segurança interna, com respeito pelos limites do respectivo enquadramento orgânico. [...]
Filosofia de actuação policial
- Permanente busca do ponto de equilíbrio nos conflitos de valor sempre presentes no plano da segurança interna, nomeadamente: liberdade versus segurança; e ordem pública versus direitos, liberdades e garantias.
- A segurança é o primeiro factor de liberdade, pelo que é prioritário garantir a liberdade de circulação dos cidadãos em todo o tecido urbano, erradicar as zonas ditas “perigosas” da cidade e proporcionar aos cidadãos uma sensação de segurança.
- Compreensão de que o cidadão ocupa um papel central no sistema de segurança interna, pelo que se impõe uma crescente visibilidade da Polícia e uma política de proximidade com os cidadãos, devendo as autoridades estimular a participação destes nas acções de prevenção da criminalidade.
Pergunto eu, no email em anexo sobre o estacionamento abusivo na zona do Campo Pequeno (especialmente em dias de espetáculo), onde é que essa filosofia é prosseguida e colocada em prática, no que toca ao garantir e no defender do bem estar dos moradores do Campo Pequeno? Onde é que a ordem pública é mantida, quando o estacionamento selvagem é um hábito, onde é que o direito à circulação pelos passeios é garantido, e a garantia de que, se tiver de circular pela estrada, a integridade do cidadão não é colocada em causa. E qual é a compreensão demonstrada pela divisão de trânsito do Comando da PSP de Lisboa, quando se telefona a participar estes verdadeiros atentados às liberdades e direitos supra mencionados?
Aguardo expectante uma resposta vossa,
Atenciosamente,
Denis
Desabafo I
Carta enviada a vários organismos, entre eles a CML e a Adm. do Campo Pequeno:
Exmos Senhores,
É com grande transtorno que escrevo estas linhas abaixo. Desde que, há 1 ano atrás, o Campo Pequeno (doravante CP) abriu de novo, foi mesmo "em grande" como a vossas exas tão bem lhes aprouve colocar no slogan. Pelo menos no que toca ao estacionamento abusivo e à falta de consideração para com quem aqui mora e também com o mero transeunte que, deambulando pelas ruas de Lisboa, encontra aqui no CP um verdadeiro desafio às suas capacidades.
Não mencionando as constantes obras, que mais fazem lembrar as da igreja de Sª Ingrácia, vossas exas não contemplaram de todo o facto de que o português tem: 1- um bolso demasiado curto no que toca a despesas que fazem sentido (como colocar o carro num estacionamento vigiado e seguro); 2- uma capacidade enorme de ser multifacetado, quando tal lhe serve, sem olhar a quem prejudica. Senão, vejamos:
Ressalvo que praticamente, de todas as vezes que estas situações acontecem, são feitas chamadas de atenção ao comando da divisão de trânsito da PSP de Lisboa e também à Polícia Municipal mas, curiosamente, ou nunca aparecem (dando a indicação de haver falta de meios, entenda-se reboques) ou, aparecendo já depois do espetáculo ter terminado, muitas vezes nem sequer autuam os transgressores que, assim, certamente para a próxima pensariam duas vezes antes de se arriscarem a uma coima dezenas de vezes mais cara que o parque, sem contar com o facto de poderem-se também arriscar a ficar sem carta (quando o estacionamento bloqueia totalmente o trânsito normal de peões). De notar que a situação mais gravosa é aquela em que os automobilistas decidem inconscientemente (sou levado a crer) bloquear o passeio junto ao ringue de futebol, levando a que os transeuntes tenham de se deslocar (durante mais de uma dezena de metros) a pé pela Av. João XXI pois esta artéria é bastante movimentada durante quase todo o dia e noite.
Termino dizendo, em jeito de desabafo, que a paciência dos moradores (falo por mim, obviamente, mas de todos os moradores com quem já tive oportunidade de trocar algumas palavras, recebi o mesmo tipo de reclamações) já está para lá do limite e compete a v. exas tentar encontrar uma solução rápida e eficaz para este problema pois são tanto directamente interessados (carros no parque = mais receitas = mais impostos e mais ordem) como implicados (no caso de haver problemas). No passado recente houve casos de vandalismo a veículos e também agressões ou tentativas de agressão e temo que tal se volte a verificar novamente, situação que obviamente tento evitar. Como sei que é fácil criticar, aponto uma sugestão simples, mas eficaz e que pode remediar esta situação no curto prazo (sem prejuízo para outras a médio/longo prazo que estejam em vias de implementação). Dado que em cada espetáculo há um número de agentes da lei designados a manter a ordem enquanto este ocorre, porque não colocar pelo menos 1 agente e/ou um segurança da empresa contratada permanentemente a circular em volta, informando os automobilistas que devem colocar o carro no parque para evitar incómodos para si (coimas, reboques, bloqueios, vandalismo) e para quem tem o direito de circular livremente no passeio? No meu entender 4 seria o ideal, pois permitiriam cobrir todas as faces (N, S, E, O) em simultâneo e teriam assim um efeito dissuasor mais forte. Com o calor a época de espetáculos floresce mas, com isso há também o aflorar dos ânimos, cada vez mais exaltados. Da minha parte a vontade de me dirigir ao CP por motivos lúdicos é cada vez menor.
O texto é longo mas creio que compreenderão que não é de todo fácil resumir um ano de verdadeiros atentados à paciência de quem aqui mora, em algumas linhas.
Atenciosamente,
Denis
Exmos Senhores,
É com grande transtorno que escrevo estas linhas abaixo. Desde que, há 1 ano atrás, o Campo Pequeno (doravante CP) abriu de novo, foi mesmo "em grande" como a vossas exas tão bem lhes aprouve colocar no slogan. Pelo menos no que toca ao estacionamento abusivo e à falta de consideração para com quem aqui mora e também com o mero transeunte que, deambulando pelas ruas de Lisboa, encontra aqui no CP um verdadeiro desafio às suas capacidades.
Não mencionando as constantes obras, que mais fazem lembrar as da igreja de Sª Ingrácia, vossas exas não contemplaram de todo o facto de que o português tem: 1- um bolso demasiado curto no que toca a despesas que fazem sentido (como colocar o carro num estacionamento vigiado e seguro); 2- uma capacidade enorme de ser multifacetado, quando tal lhe serve, sem olhar a quem prejudica. Senão, vejamos:
- Durante o decorrer das obras pré-(re)inauguração e especialmente depois da loja de brinquedos (Centroxogo) ter aberto as suas portas ao comércio, antes do Natal, era frequente, diria até normal (embora este tenha aqui um sentido altamente pejorativo) ver automóveis de todos os tipos, marcas, formas, classes e para todas as bolsas (mesmo para aquelas que dificilmente justificariam não ter um punhado de euros para os colocarem no parque) estacionados em pleno jardim. Ele era em cima do passeio, em cima da relva, nos caminhos para peões que cruzavam os jardins, etc;
- Após a (re)inauguração, em dias de espetáculo e mesmo após a Câmara Municipal de Lisboa ter colocado barreiras (após inúmeras reclamações dos seus munícipes moradores nesta área) junto à maioria dos passeios, de forma a (tentar) impedir que se verificasse o estacionamento selvagem que, concerto, após tourada, após N tipos de espetáculos variados que os senhores com mais ou menos sucesso conseguem importar para dentro da praça de touros, a verdade é que, de há um ano para cá, pouco mudou.
Ressalvo que praticamente, de todas as vezes que estas situações acontecem, são feitas chamadas de atenção ao comando da divisão de trânsito da PSP de Lisboa e também à Polícia Municipal mas, curiosamente, ou nunca aparecem (dando a indicação de haver falta de meios, entenda-se reboques) ou, aparecendo já depois do espetáculo ter terminado, muitas vezes nem sequer autuam os transgressores que, assim, certamente para a próxima pensariam duas vezes antes de se arriscarem a uma coima dezenas de vezes mais cara que o parque, sem contar com o facto de poderem-se também arriscar a ficar sem carta (quando o estacionamento bloqueia totalmente o trânsito normal de peões). De notar que a situação mais gravosa é aquela em que os automobilistas decidem inconscientemente (sou levado a crer) bloquear o passeio junto ao ringue de futebol, levando a que os transeuntes tenham de se deslocar (durante mais de uma dezena de metros) a pé pela Av. João XXI pois esta artéria é bastante movimentada durante quase todo o dia e noite.
Termino dizendo, em jeito de desabafo, que a paciência dos moradores (falo por mim, obviamente, mas de todos os moradores com quem já tive oportunidade de trocar algumas palavras, recebi o mesmo tipo de reclamações) já está para lá do limite e compete a v. exas tentar encontrar uma solução rápida e eficaz para este problema pois são tanto directamente interessados (carros no parque = mais receitas = mais impostos e mais ordem) como implicados (no caso de haver problemas). No passado recente houve casos de vandalismo a veículos e também agressões ou tentativas de agressão e temo que tal se volte a verificar novamente, situação que obviamente tento evitar. Como sei que é fácil criticar, aponto uma sugestão simples, mas eficaz e que pode remediar esta situação no curto prazo (sem prejuízo para outras a médio/longo prazo que estejam em vias de implementação). Dado que em cada espetáculo há um número de agentes da lei designados a manter a ordem enquanto este ocorre, porque não colocar pelo menos 1 agente e/ou um segurança da empresa contratada permanentemente a circular em volta, informando os automobilistas que devem colocar o carro no parque para evitar incómodos para si (coimas, reboques, bloqueios, vandalismo) e para quem tem o direito de circular livremente no passeio? No meu entender 4 seria o ideal, pois permitiriam cobrir todas as faces (N, S, E, O) em simultâneo e teriam assim um efeito dissuasor mais forte. Com o calor a época de espetáculos floresce mas, com isso há também o aflorar dos ânimos, cada vez mais exaltados. Da minha parte a vontade de me dirigir ao CP por motivos lúdicos é cada vez menor.
O texto é longo mas creio que compreenderão que não é de todo fácil resumir um ano de verdadeiros atentados à paciência de quem aqui mora, em algumas linhas.
Atenciosamente,
Denis
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Posse intemporal
Fazer amor contigo
não é espelhar teu corpo nu
no vítreo do meu espaço
não é sentir-me possuída
ou possuir-te
É ir buscar-te
ao abismo de milénios de existência
e trazer-te livre.
Manuela Amaral
não é espelhar teu corpo nu
no vítreo do meu espaço
não é sentir-me possuída
ou possuir-te
É ir buscar-te
ao abismo de milénios de existência
e trazer-te livre.
Manuela Amaral
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