Pesquisas Inconformadas

quarta-feira, outubro 17, 2007

Liberdade de expressão?

Há quem diz que para se ter uma melhor visão de algo é por distancia entre esse algo e os teus olhos…necessitamos de uma visão global do assunto ou perder determinada perspectiva para poder ser mais objectivos. No outro extremo está quem diz que se deve estar dentro do assunto para sentir e compreender melhor a situação…

Ambos podem estar enganados ou certos ao mesmo tempo. Eu que estou fora acho que Portugal é um país provinciano, de cidade de interior. Que me perdoem os provincianos e as cidades de interior que não têm culpa de nada.

Tudo isto porquê? Porque desde há uns meses para cá as únicas e poucas noticias que recebo da amada pátria lusa é em relação a uma miúda inglesa desaparecida e duns pais que fizeram uma impressionante campanha mediática quiçá para desviar a atenção sobre eles mas que ao final não está a resultar muito eficaz para encontrá-la.

Todos os dias infelizmente desaparecem menores, porque é que esta miúda é diferente aos outros? E porque é que os portugueses lhe dão tanta importância?

Porque é que quando alguém diz o que pensa de outro a única acção que tomam é: vai para o olho da rua!?

Se a ninguém lhe estranhou o que disse. Os ingleses são mesmo assim, filhos da puta.

A única e verdadeira razão de que sempre fomos aliados deles foi para fugir da alçada

do reino de Castela. Estratégia militar e diplomática, nada mais. De resto, são uns bárbaros, sujos e arrogantes que se acham a si mesmos superiores a qualquer outra nação. Escapamos dos nazis na segunda guerra mas agora temos que gramar os Anglo-Saxones e seus descendentes directos (Americanos).

Até quando vamos exibir essa alta deferência pelos ingleses se eles não têm e nunca tiveram a mínima consideração por Nós nem por ninguém.

Um inglês se está em condições de raciocinar depois do barril de cerveja que toma de manhã antes de ir a dormir a sesta à praia, para ele um português, espanhol, italiano ou mouro é basicamente a mesma coisa, a mesma nação, a mesma cultura, o mesmo cheiro a terceiro mundo.

As autoridades derretem-se com eles porque têm um grande poder aquisitivo e deixam cá as libras……baaaaaaaaaahhhh. Eles deixam o que querem que são esmolas e o bom fica para eles!

Algumas migalhas são apanhadas por essa corte de lambe botas ibéricos e empregados serviciais dos empreendimentos de luxo.

Isto para eles é o paraíso comparado com a Grã-bretanha, que lhes frita o cérebro com tantos impostos…deviam estar eternamente agradecidos que os deixemos ficar a lavar o dinheiro negro que trazem e a colonizar a costa algarvia.

Para ajudar mais a enterrar a imagem de Portugal e das autoridades os meios de comunicação portugueses enchem as suas páginas com informações contraditórias aberrantes e maquiavélicas sobre o caso como se fossem autênticos jornalistas de investigação quando o que são é uns autênticos imbecis incompetentes. Pobre país que se aborrece e o único que pode vender no quiosque é esta grande bola de esterco que vai rodando e inundando tudo de merda por onde passa.

Fizeram bem os pais da criança em pirar-se para Inglaterra, eu tinha feito o mesmo,

A coisa já cheirava muito mal no Algarve…se até aos cães já lhes cheirava a morto detrás da igreja. Vamos lá a ver, se o padre que é inglês (isto já é para fazer anedotas sobre nacionalidades) também esta metido na alhada. Ao fim ao cabo o Algarve já diz missa em vário idiomas…eu pedia a independência!

E ninguém a esta altura do campeonato se deu conta de que passou a segundo plano o facto de que desapareceu uma miúda? Que triste…

Agora Portugal já é um pouco mais conhecido…sim, sim, é essa província de Espanha habitada por portugueses onde desaparecem miúdas inglesas.

Entretanto, entra em cena um adivinho inglês que diz que pode ajudar a localizar a garota. Parece que a coisa melhora e a bola de esterco navegou já até ao Reino Unido.

Provavelmente a policia só avançara com a investigação depois que os meios de comunicação se fartem e o caso já não venda jornais, coisa que os papás farão o possível para que não aconteça. Por favor recordar que têm um fundo solidário que já ascende a vários milhões de euros! Que grande negócio!

Será que de verdade o Prime Minister a têm escondida para aparecer com ela antes das eleições, como dizem as más-línguas no reino de sua majestade?

Seja como seja, deixem por favor a policia trabalhar, mesmo que não chegue a conclusão nenhuma, coisa bastante provável. Não quero que o europeiozito recorde Portugal através de uma imagem de uma miúda desaparecida e de uma ideia generalizada de que as autoridades portuguesas são as de uma república bananeira!

Por favor, um pouco mais de sentido comum não vinha nada mal.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Achei Graça

Boas tardes Sr. Pedro Tadeu,
 
Achei graça ao seu texto. Achei graça ao modo como foi contruído, achei graça ao leve humor sarcástico e achei graça ao facto de ter achado tanta graça em tanta coisa sobre uma pobre (quando comparados os orçamentos com os de outras) e humilde selecção de râguebi que, por acaso, é a nossa. Mas o que eu achei mais graça, foi ter falado na abada! Foi lindo! Mas acho que não percebeu bem porque é que Os Lobos de Portugal acharam graça ao facto de terem perdido por apenas 46 pontos com a Escócia (e, por exemplo, como ontem devem ter achado graça terem conseguido perder por apenas 26 pontos -salvo erro - com a Itália, sendo que a Itália só consegui alargar o resultado de 16-5 para 31-5 nos momentos finais do encontro). É que, para a única (e sublinho única) selecção amadora do mundial, perder com uma selecção várias vezes campeã por apenas 46 pontos seria como, para si, ir jogar 1 contra 1 com o Cristiano Ronaldo e perder por apenas 5 ou 6 golos de diferença ou, se preferir, ir lutar wrestling contra o Hulk Hogan, ou boxe contra o Tyson e não ser nocauteado.
 
O que eu não acho graça nenhuma é que, neste país, tudo o que não seja com uma bola redonda nos pés, num campo relvado, não se fala ou, quando se fala, fala-se sem saber. Mas, como dizia o outro: "Se não puder ajudar, atrapalhe! O importante é participar!". Deve estar muito contente depois do seu contributo, certamente.
 
Ah! Não pense que sou grande fã de râguebi, porque não sou! Mas tenho respeito por aqueles que, por amadorismo, sacrificam a sua vida profissional e pessoal por lutarem por algo em que acreditam. Muito mais respeito do que por aqueles que se sentam atrás de uma secretária e se limitam a empatar a vida dos outros...

Denis

segunda-feira, julho 02, 2007

O Menino Chorou

O menino chorou,
A sua mãe não estava por perto,
Então ele chorou mais,
O seu pai não estava à vista,
Ele chorou ainda com mais força,
Dos seus irmãos, nada se vislumbrava,
Então ele chorou o mais forte que pôde...
 
Chorou tanto,
E com tanta força,
Que a Mãe Terra parou de girar,
Com tanto barulho, como se conseguia girar a um ritmo constante?
Não podia! Tinha de ver porque chorava aquele menino.
- Porque choras menino?
(silêncio)
 
O menino sorriu!
Não se lembrava porque tinha chorado.
A terra sorriu com ele e voltou a girar.
E ambos sorriram,
E ambos riram,
E ambos choraram,
E voltaram a rir.
 
O menino sorriu.
--
http://oinconformado.blogspot.com

sábado, junho 16, 2007

quinta-feira, junho 07, 2007

A beleza

Dubai. País árabe, regime dictatorial, islão integral mas com todas as comodidades do mundo ocidental. Os xeques e emires são tão ricos que dedicam as muitas horas livres aos caprichos da imaginação. Só um deles por exemplo , possue mais de 2000 cavalos de puro sangue árabe e que são utilizados para as provas mundias de hípica pelos melhores ginetes.
Aí só há practicamente areia como cenário decorativo e poca caça, mas os emires do Dubai adoram soltar os falcões para caçar lebres e pombas. É uma forma de exibição masculina entre companheiros. Tudo isto foi a parar em que um espanhol que é treinador de falcões foi aí a trabalhar para um xeque. Veste-se de árabe e já aprendeu e tudo a dizer algumas frases en árabe.
...
Um dia, depois de admirar a beleza do voo e a actitude de um falcão, expressou a sua admiração ao dono da criatura voadora, dizendo; que esse falcão era uma das mais belas aves que tinha visto voar.
E o emir respondeu-lhe : os teus olhos sim que são belos!
Ficou atrapalhado o homem porque não sabia exactamente o que é que lhe queria dizer com isso. Então, outro emir que se apercebeu da cara de estupor do espanhol, explicou-lhe:
A verdadeira beleza não está nas coisas mas sim nos olhos de quem as vê como belas.
...
Esta é a maior das faculdades do ser humano: transformar o mundo só com um olhar.
As vezes basta ver as coisas de uma forma diferente ao que estavamos habituados para encontrar a solução a uma realidade melhor e a um mundo melhor.
Por favor, esqueçam tudo o que aprenderam e voltem a ver as coisas como quando eram crianças e sereis mais felizes.
Lembro-me que de pequeno adorava as formigas e os pequenos insectos e nunca os achava repugnantes...
Nada é certo e nada é verdadeiro no mundo que desfila ante os teus olhos incrédulos.
Se assim o desejas será belo e se não, feio será. Nem uma coisa nem outra será a verdade
mas dependendo de como a vejas, serás mais ou menos feliz.

quarta-feira, maio 30, 2007

ECO

http://www.youtube.com/watch?v=5g8cmWZOX8Q

Todos os dias tento fazer eco destas palavras a algumas pessoas de cada vez. A coisa ainda não se tornou mais fácil...

terça-feira, maio 29, 2007

Desabafo I e I/II (um e meio)

Por razões que desconheço, a carta Desabafo I não foi publicada correctamente.

Lapso corrigido e, já agora, podem ficar a saber que alguém do Campo Pequeno reagiu à minha carta dando-me total razão e até desabafando que já estão exaustos de pedir à CML e à PSP que faça alguma coisa sobre isto (o que até faz sentido porque eles são parte interessada).

Dos restantes destinatários, nada... niente... zilch.

Not So Little Brother Anymore :),
Denis

O menino que gosta da chuva (prosa)

Chove lá fora.
Dentro de casa o menino vê as gotas colarem-se aos vidros da janela do seu quarto.
Lentamente as gotículas juntam-se uma a uma, amontoam-se e depois escorrem pela janela abaixo numa alegre correria.
De repente tudo muda, a chuva e o quarto não existem mais. Tudo o que existe é a janela, as gotas de água que se formam na janela e ele.
E ele não é mais um menino, é um jockey de gotas de água numa corrida interminável.
Ele observa-as em formação, identifica o momento propício em que elas vão começar a correr e escolhe uma, tentando apostar na mais rápida.
Mas o importante não é ganhar.
É aquela alegria que ele sente a escorrer pelo vidro abaixo, montado nas gotaa, uma após a outra.
Cada corrida demora apenas uns segundos, mas são os segundos mais excitantes que ele já viveu até ao momento.
E esses segundos, todos juntos, são minutos.
E esses minutos, todos somados, dão horas.
E a cada corrida que acaba ele tem apenas uma fracção de segundo para escolher outra gota.
E nessa fracção de segundo ele é dono e senhor do seu nariz.
Não tem ninguém para lhe dizer qual a gota que pode ou não escolher.
Ele é o rei das gotas de água.
 
Então, de repente, ouve uma voz:
Filho, não vens almoçar? Estou-te a chamar há uma eternidade...
É a voz da mamã.
E com ela vem o quarto e a chuva e os brinquedos e as suas roupas normais.
(bolas, podia ter ficado com o capacete e as botas de jockey)
Consternado ele obedece.
Estava a brincar, mamã... não te ouvi.
Mas ela não entende como é que ele pode estar a brincar, se estava parado a olhar para uma janela molhada pela chuva.
 
Quando acaba de almoçar, a chuva já parou.
Ele vai até à janela do seu quarto, mas o Sol já secou todas as gotas.
Abre a janela e o único vestígio da chuva é o agradável cheiro a fresco que sente.
Resignado, vai até ao jardim e senta-se na relva molhada, com os braços cruzados em cima dos joelhos.
É capaz de demorar um pouco até voltar a chover.
--
http://oinconformado.blogspot.com

sexta-feira, maio 18, 2007

Desabafo II

Para o MAI, dado que a inércia da PSP neste caso tem sido mais que muita:


Exmos Senhores,


No vosso site pode ler-se:


INÍCIO DE CITAÇÃO
A Polícia de Segurança Pública (PSP) é uma força de segurança com a natureza de serviço público dotado de autonomia administrativa, que tem por funções defender a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos do disposto na Constituição e na Lei. Em situações de normalidade, as suas actividades são desenvolvidas de acordo com os objectivos e finalidades da política de segurança interna, com respeito pelos limites do respectivo enquadramento orgânico. [...]

Filosofia de actuação policial

  • Permanente busca do ponto de equilíbrio nos conflitos de valor sempre presentes no plano da segurança interna, nomeadamente: liberdade versus segurança; e ordem pública versus direitos, liberdades e garantias.
  • A segurança é o primeiro factor de liberdade, pelo que é prioritário garantir a liberdade de circulação dos cidadãos em todo o tecido urbano, erradicar as zonas ditas “perigosas” da cidade e proporcionar aos cidadãos uma sensação de segurança.
  • Compreensão de que o cidadão ocupa um papel central no sistema de segurança interna, pelo que se impõe uma crescente visibilidade da Polícia e uma política de proximidade com os cidadãos, devendo as autoridades estimular a participação destes nas acções de prevenção da criminalidade.
FIM DE CITAÇÃO
Pergunto eu, no email em anexo sobre o estacionamento abusivo na zona do Campo Pequeno (especialmente em dias de espetáculo), onde é que essa filosofia é prosseguida e colocada em prática, no que toca ao garantir e no defender do bem estar dos moradores do Campo Pequeno? Onde é que a ordem pública é mantida, quando o estacionamento selvagem é um hábito, onde é que o direito à circulação pelos passeios é garantido, e a garantia de que, se tiver de circular pela estrada, a integridade do cidadão não é colocada em causa. E qual é a compreensão demonstrada pela divisão de trânsito do Comando da PSP de Lisboa, quando se telefona a participar estes verdadeiros atentados às liberdades e direitos supra mencionados?

Aguardo expectante uma resposta vossa,
Atenciosamente,
Denis