Pesquisas Inconformadas

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Gritar baixinho

Há muito que não escrevo um original aqui... não por falta de inspiração, mas de tempo... tempus fugit.
 
Mas a escrita em mim é uma catarse, portanto aqui vai.
 
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Às vezes apetece-me gritar baixinho,
Tão forte, tão alto,
Que todo o mundo fica surdo de não me ouvir.
 
Tomar todas as decisões,
As certas e mesmo as erradas,
Para que nenhuma fique por decidir.
 
Faz-me falta o riso despreocupado
Daqueles que têm o peso do mundo nos ombros.
E a seriedade nervosa dos comediantes.
 
Dói-me o peito de tanto pensar,
Pesam-me as ideias para inovar,
Estou alerta para novos meios tradicionais.
 
Reajo, contraio-me, contrario-me até!
Avanço, pé ante pé.
E o meu corpo reaje num escarnecer.
 
Em tempos difíceis o fácil é desistir,
É acabar por não ir,
Encolher os ombros enquanto se abana a cabeça,
Não lembrar as coisas para que ninguém as esqueça.
 
A verdade não dói mais que o insistir na mentira.
Mas a mentira não tem culpa das ilusões que criamos em nós.
E a aposta no futuro é sempre a mais difícil de concretizar.

Mia couto: NOVOS RICOS

Se nunca leram um livro de Mia Couto, posso garantir que o investimento é seguro.
 
Estas linhas abaixo (2 textos) são relativas a Moçambique, mas ninguém diria... assim de soslaio 80 a 90% do que ele descreve podia ser cá...
 
Relativamente ao Jet7 recordo-me especialmente de uma "senhora" (que Senhora seria, se se portasse à altura da conta em que ela própria se atribui) de apelido Jardim (santanete) que, numa deslocação a uma empresa de telemóveis cuja sede é ali em Entrecampos, não esteve de meias medidas e estacionou o seu Alfa Romeu, ao invés de paralelo à faixa de rodagem, como os restantes, deve ter entendido que isso era demasiado vulgar para uma figura do "Jetesete" e deixou o "fiat" atravessado de tal forma que a roda dianteira direita estava no passeio (o que vale é que este era largo, mas não creio que ela tenha pensado nos transeuntes, a não ser em que ELES é que se deviam desviar do seu carro!) e a (roda) traseira esquerda estava no meio da faixa de rodagem, o que foi um excelente momento para testar a vivacidade de reflexos dos que circulavam na faixa direita da Av. Álvaro Pais (como se a cidade de Lisboa não fosse já rica em "testes surpresa" de todos os tipos). Note-se que naquela zona é uma curva larga, o que aumenta o grau de dificuldade (e portanto, o de destreza) dos automobilistas. Nessa mesma noite, não posso precisar, mas certamente na mesma semana foi vê-la na TV a comentar, junto com outros "notáveis" (uns, mais que outros - tê-la ao lado da Joana Lemos foi uma piada, certamente) a condução e a falta de civismo dos condutores portugueses... não reparei, mas de certeza que o "Fiat Premium" não trazia espelhos!


País dos dez por cento - Mia Couto

Havia um país em que tudo funcionava na base dos dez por cento.

Era o médico: - Mandas-me esse doente e eu pago-te 10%.

Era a criança de rua para um candidato a criança de rua: - Deixo-te guardar carros na minha área e dás-me 10 por cento.

Era o chefe: - Deixo a vossa empresa ganhar o concurso e vocês retribuem com 10 por cento.

Era o polícia: - Estou a telefonar para lembrar aquela multa que perdoei... recorde-se do combinado.

Era o director: - Coloquei-te no projecto como técnico... já sabes, não é?

Era o outro chefe em sussurro para o empresário estrangeiro: - Podem investir no nosso país mas... há comissões, é normal...

Tudo parecia correr bem, no país dos dez por cento. Na aparência, pelo menos... As pessoas trabalhavam a dez por cento, sonhavam nessa percentagem, viviam nessa escassa perspectiva. Tudo a dez por cento.

Mesmo a esperança a ser investida no futuro ocupava apenas uma fracção do coração.

Certo dia, porém, alguém pensou tomar uma iniciativa a 100 por cento. Meu dito, meu feito. O homem arregaçou as mangas e trabalhou.

E logo os amigos, familiares e colegas desataram a rir. Que o esforço seria em vão. Porque, nesse país, o construir era entendido como "comer". E ninguém pode "comer" sozinho. Viria o fiscal e pediria 10 por cento. Viria o camarário e pediria 10% para as licenças. Viria o ministerial e exigiria 10 por cento. Ou mais.

No final, ele acabaria por ficar com menos de 10 por cento das ideias, e do esforço aplicado resultaria quase nada. Que no país dos dez por cento o melhor é não fazer. O melhor é não construir, nem trabalhar. O que é bom e saudável é parasitar os que querem fazer. Sobretudo, os que querem fazer a cem por cento.

E assim, embora aparentando toda a normalidade, o país a dez por cento padecia de uma doença fatal. O problema é que um país a dez por cento só pode ser dez por cento país!

Mia Couto in Beco com saída - Revista mais

 

Receita para um "jet-set" nacional - Mia Couto

Já vimos que, não é preciso ser rico. O essencial é parecer rico. Entre parecer e ser vai menos que um passo, a diferença entre um tropeço e uma trapaça.

No nosso caso, a aparência é que faz a essência. Daí que a empresa comece pela fachada, o empresário de sucesso comece pelo sucesso da sua viatura, a felicidade do casamento se faça pela dimensão da festa. A ocasião, diz-se, é que faz o negócio. E é aqui que entra o cenário dos ricos e candidatos a ricos: a encenação do nosso "jet-set".

O "jet-set" como todos sabem é algo que ninguém sabe o que é. Mas reúne a gente de luxo, a gente vazia que enche de vazio as colunas sociais. O jet-set moçambicano está ainda no início. Aqui seguem umas dicas que, durante o próximo ano, ajudarão qualquer pelintra a candidatar-se a um jet-setista. Haja democracia! As sugestões são gratuitas e estão dispostas na forma de um pequeno manual por desordem alfabética:

Anéis - São imprescindíveis. Fazem parte da montra. O princípio é: quem tem boa aparência é bem aparentado. E quem tem bom parente está a meio caminho para passar dos anéis do senhor à categoria de Senhor dos Anéis O jet-setista nacional deve assemelhar-se a um verdadeiro Saturno, tais os anéis que rodeiam os seus dedos. A ideia é que quem passe nunca confunda o jet-setista com um magaíça*, um pobre, um coitado. Deve-se usar jóias do tipo matacão, ouros e pedras preciosas tão grandes que se poderiam chamar de penedos preciosos. A acompanhar a anelagem deve exibir-se um cordão de ouro, bem visível entre a camisa desabotoada.

Boas maneiras - Não se devem ter. Nem pensar. O bom estilo é agressivo, o arranhão, o grosseiro. Um tipo simpático, de modos afáveis e que se preocupa com os outros? Isso, só uma pessoa que necessita de aprovação da sociedade. O jet-setista nacional não precisa de aprovação de ninguém, já nasceu aprovado. Daí os seus ares de chefe, de gajo mandão, que olha o mundo inteiro com superioridade de patrão. Pára o carro no meio da estrada atrapalhando o trânsito, fura a bicha, passa à frente, pisa o cidadão anónimo. Onde os outros devem esperar, o jet-setista aproveita para exibir a sua condição de criatura especial. O jet-setista não espera: telefona. E manda. Quando não desmanda.

Cabelo - O nosso jet-setista anda a reboque das modas dos outros. O que vem dos americanos: isso é que é bom. Espreita a MTV e fica deleitado com uns moços cuja única tarefa na vida é fazer de conta que cantam. Os tipos são fantásticos, nesses video-clips: nunca se lhes viu ligação alguma com o trabalho, circulam com viaturas a abarrotar de miúdas descascadas. A vida é fácil para esses meninos. De onde lhes virá o sustento? Pois esses queridos fazem questão em rapar o cabelo à moda militar, para demonstrar a sua agressividade contra um mundo que os excluiu mas que, ao que parece, lhes abriu a porta para uns tantos luxos. E esses andam de cabelo rapado. Por enquanto.

Cerveja - A solidez do nosso matreco vem dos líquidos. O nosso candidato a jet-setista não simplesmente bebe. Ele tem de mostrar que bebe. Parece um reclame publicitário ambulante. Encontramos o nosso matreco de cerveja na mão em casa, na rua, no automóvel, na casa de banho. As obsessões do matreco nacional variam entre o copo e o corpo (os tipos ginasticam-se bem). Vazam copos e enchem os corpos (de musculaças). As garrafas ou latas vazias são deitadas para o meio da rua. Deitar a lata no depósito do lixo é uma coisa demasiado "educadinha". Boa educação é para os pobres. Bons modos são para quem trabalha. Porque a malta da pesada não precisa de maneiras. Precisa de gangs. Respeito? Isso o dinheiro não compra. Antes vale que os outros tenham medo.

Chapéu - É fundamental. Mas o verdadeiro jet-setista não usa chapéu quando todos os outros usam: ao sol. Eis a criatividade do matreco nacional: chapéu ele usa na sombra, no interior das viaturas e sob o tecto das casas. Deve ser um chapéu que dê nas vistas. Muito aconselhável é o chapéu de cowboy, à a Texana. Para mostrar a familiaridade do nosso matreco com a rudeza dos domadores de cavalos. Com os que põe o planeta na ordem. Na sua ordem.

Cultura - O jet-setista não lê, não vai ao teatro. A única coisa que ele lê são os rótulos de uísque. A única música que escuta são umas "rapadas e hip-hopadas" que ele generosamente emite da aparelhagem do automóvel para toda a cidade. Os tipos da cultura são, no entender do matreco nacional, uns desgraçados que nunca ficarão ricos. O segredo é o seguinte: o jet-setista nem precisa de estudar. Nem de ter Curriculum Vitae. Para quê? Ele não vai concorrer, os concursos é que vão ter com ele. E para abrir portas basta-lhe o nome. O nome da família, entenda-se.

Carros - O matreco nacional fica maluquinho com viaturas de luxo. É quase uma tara sexual, uma espécie de droga legalmente autorizada. O carro não é para o nosso jet-setista um instrumento, um objecto. É uma divindade, um meio de afirmação. Se pudesse o matreco levava o automóvel para a cama. E, de facto, o sonho mais erótico do nosso jet-setista não é com uma Mercedes. É, com um Mercedes.

Fatos - Têm de ser de Itália. Para não correr o risco do investimento ser em vão, aconselha-se a usar o casaco com os rótulos de fora, não vá a origem da roupa passar despercebida. Um lencinho pode espreitar do bolso, a sugerir que outras coisas podem de lá sair.

Simplicidade - A simplicidade é um pecado mortal para a nossa matrecagem. Sobretudo, se se é filho de gente grande. Nesse caso, deve-se gastar à larga e mostrar que isso de país pobre é para os outros. Porque eles (os meninos de boas famílias) exibem mais ostentação que os filhos dos verdadeiros ricos dos países verdadeiramente ricos. Afinal, ficamos independentes para quê?

Óculos escuros - Essenciais, haja ou não haja claridade. O style - ou em português, o estilo - assim o exige. Devem ser usados em casa, no cinema, enfim, em tudo o que não bate o sol directo. O matreco deve dar a entender que há uma luz especial que lhe vem de dentro da cabeça. Essa a razão do chapéu, mesmo na maior obscuridade.

Telemóvel - Ui, ui, ui! O celular ou telemóvel já faz parte do braço do matreco, é a sua mais superior extremidade inferior. A marca, o modelo, as luzinhas que acendem, os brilhantes, tudo isso conta. Mas importa, sobretudo, que o toque do celular seja audível a mais de 200 metros. Quem disse que o jet-setista não tem relação com a música clássica? Volume no máximo, pelo aparelho passam os mais cultos trechos: Fur Elise   de  Beethoven,a  Rapsódia Húngara de Franz Liszt, o Danúbio Azul de Strauss. No entanto, a melodia mais adequada para as condições higiénicas de Maputo é o Voo do Moscardo. Última sugestão: nunca desligue o telemóvel! O que em outro lugar é uma prova de boa educação pode, em Moçambique, ser interpretado como um sinal de fraqueza. Em Conselho de Ministros, na confissão da Igreja, no funeral do avô: mostre que nada é mais importante que as suas inadiáveis comunicações. Você é que é o centro do universo!

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

"Poema para o namorado", Leila Míccolis

Nesta época, adequa-se. Só posso dizer que infelizmente, nem todas têm esta sorte... ainda há aí muito "macho" que padece do síndroma da auto-satisfação.

Leila Míccolis
 


Poema para o namorado

O teu lado feminino erotiza-me:
são belos, sensuais e muito caros
certos instantes gostosos, em que te encaro
menos como homem e mais como menina:
quando passas os teus cremes para a pele,
ou pões o avental para cozinhar,
ou quando em mim te esfregas
até gozar os teus gozos sem fim,
ou quando as tuas mãos, leves e lésbicas,
desabam como plumas sobre mim.

Amigos do ambiente

Quando o monitor está todo branco (uma página do Word, por exemplo), o computador consome cerca de 74 watts. Quando está todo preto, utiliza, em média, 59 watts. Partindo deste princípio, há alguns meses atrás, Mark Ontkush escreveu um artigo sobre a economia que poderia ser feita se a página do Google possuísse um fundo preto em vez de branco. Levando em conta a altíssima popularidade do site, seriam economizados, segundo os cálculos de Mark, cerca de 750 megawatts/hora por ano.

Em resposta ao post, o Google criou uma versão toda escura do seu search engine chamada Blackle.com, que funciona exactamente igual à versão original mas consome menos energia.

http://www.blackle.com/

Cuidado com os conxambranços e chumbregâncias...

Antigamente era assim que se "curavam" os violadores...

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

AI Newsletter Quinzenal Janeiro



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Campanha de IRS da AI Portugal Foi ontem, 5 de Fevereiro, lançada a Campanha de IRS da AI Portugal. À semelhança do que aconteceu no ano passado, este ano quando fizer o seu IRS pode doar 0,5% do valor do Imposto sobre o Rendimento à secção portuguesa da Amnistia Internacional, sem qualquer custo para si. Basta preencher o Quadro 9 do Anexo H, como demonstra o site da campanha, em www.irs2009amnistia.com. O valor doado será retirado da parte do IRS que ficaria para o Estado. Assim, só precisa de fazer uma cruz e de escrever o nosso Número de Contribuinte (501 223 738). A si não custa nada e esta é uma das principais fontes de receita da Amnistia Internacional Portugal. Ajude-nos a promover e a defender os direitos humanos. Contamos consigo! Passe a palavra divulgando o site desta campanha.
 
MGF_Direitos_270.jpgLançamento de estudo sobre Mutilação Genital Feminina – Hoje, 6 de Fevereiro, assinala-se o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina (MGF). Uma prática criminosa que viola os direitos humanos da mulher e que já vitimou cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo. É uma tradição ancestral em muitos países africanos, mas o que talvez não saiba é que a Mutilação Genital é também praticada em Portugal, por via das comunidades imigrantes.

É isto que prova o estudo "Mutilação Genital Feminina em Portugal", realizado por Sandra Piedade no âmbito da sua tese de mestrado em Psicologia Social e das Organizações, pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. Uma investigação que conta com o apoio da Amnistia Internacional Portugal e que vai ser lançada dia 9 de Fevereiro, pelas 18 horas, na Biblioteca da Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa.

O estudo será apresentado pela sua orientadora, Professora Carla Moleiro, e no seu seguimento falarão: Ibraim Balde, da Associação Uallado Folai, que conhece a realidade da MGF em Portugal; Alice Frade, da Associação para o Planeamento da Família, que apresentará o Plano Nacional de Luta contra a Mutilação Genital Feminina; e Sónia Pires, do Grupo de Juristas da AI, que dará a conhecer um parecer jurídico sobre o tema. A entrada é livre, mas agradecemos que confirme presença para o email f.marques@amnistia-internacional.pt. O estudo estará depois disponível em www.amnistia-internacional.pt
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Seinfeld - tudo começou assim

Estreia do Seinfeld em TV.

Repara-se como ele começa a tentar descontrair o público e tenta disfarçar o nervoso brincando com o Mic e ataca na frente mais cliché (mas eficaz) da comédia... o tempo. Mas em 30 segundos ganhou a audiência com a dica das fotos por satélite :).

Muito bom

http://www.youtube.com/watch?v=LSZsDZ0k5AE&NR=1

Humor - Os melhores anúncios dos placard’s paroquiais

    Asseguram que são textos reais, escritos em paróquias autênticas; o riso, certamente, será autêntico.

    Alguém se dedicou a copiar alguns avisos de placard's paroquiais e a fazê-los circular pela Internet.

    É uma chamada de atenção para o que se escreve e como se escreve nas nossas igrejas! 
     

    ANÚNCIOS PAROQUIAIS 

    Para quantos de entre vós têm filhos e não o sabem, temos um espaço preparado para as crianças. 

    Recordai na oração todos aqueles que estão cansados e desconfiam da nossa paróquia. 

    O torneio de basquet das paróquias continua com a partida da próxima quarta-feira à tarde: vinde animar-nos, enquanto procuramos derrotar Cristo Rei. 

    Por favor, metei as vossas ofertas dentro de um sobrescrito, juntamente com os defuntos que quereis fazer recordar. 

    O pároco acenderá a sua vela na do altar. O diácono acenderá a sua na do pároco e, voltando-se, acenderá um a um todos os fiéis da primeira fila. 

    Quarta-feira à tarde, ceia à base de feijocas no salão paroquial. Seguir-se-á o concerto. 

    O custo da participação na reunião sobre "oração e jejum" inclui as refeições. 

    O grupo de recuperação da confiança em si mesmos reúne-se na quinta-feira, às 7 da tarde. Por favor, usai a porta de trás. 

    Na sexta-feira, às 7 da tarde, as crianças do Oratório representarão "Hamlet" de Shakespeare, no salão da igreja. A comunidade está convidada a tomar parte nesta tragédia. 

    Queridas senhoras, não esqueçais a venda de beneficência! É um bom modo de vos libertardes das coisas inúteis que estorvam em casa. Trazei os vossos maridos. 

    O coro das pessoas de sessenta anos dissolver-se-á durante todo o Verão, com o agradecimento de toda a paróquia. 

    Na quinta-feira, às 5 da tarde, haverá uma reunião do grupo das mamãs. Roga-se a todas as que queiram fazer parte das mamãs que se dirijam ao pároco no cartório paroquial. 

    Tema da catequese de hoje: "Jesus caminha sobre as águas". A catequese de amanhã: "À procura de Jesus".

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Florbela Espanca
 


Se tu viesses ver-me hoje à tardinha

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Fotos do homem do momento

Seleccionei estas duas fotos de umas quantas que me mandaram porque foram as que mais mexeram comigo.

A primeira mostra um homem que se tenta concentrar para o caminho que tem à frente e que sabe que fundamentalmente as coisas só dependem dele.

A outra mostra alguém que aproveita todos os momentos para estar com quem ama. Ao contrário do que muitos pensam, trabalho e vida particular não devem ser mutuamente exclusivos. Não, não falo em levar trabalho para casa, digo que muitos se refugiam no trabalho para fugirem à vida que têm (criaram) em casa...

Um 2009 em grande.