
Um amigo meu chamou-me "Educador de Massas". Ele dizia que eu tinha uma pachorra infinita para tentar ensinar aquilo que as pessoas se recusaram a aprender... Terei eu assim tao mau feitio?
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Leila Míccolis |
Confissão
Dizem que o amor é cego,
não nego,
por isso te abro os olhos:
não tenho bens nem alqueires,
eu não sou flor que se cheire,
nem tão boa cozinheira,
(bem capaz que ainda me piches
por só comer sanduíches),
minha poesia é foleira,
tenho ideias de jerico,
um cio meio impúdico
como as cadelas e as gatas,
às vezes torno-me chata
por opôr-me ao que contemplo,
sei que sou péssimo exemplo,
por pouca coisa me grilo,
talvez por mim percas quilos,
eu não sei se valho a pena,
iguais a mim, há centenas,
desejo ser-te sincera.
Mas no fundo o amor espera
que grudes qual carrapicho:
são tão grandes meu rabicho
e minha paixão por ti,
que não estão no gibi...
Ao ver-te, viro pamonha,
sem acção, e sem vergonha
o meu ser inteiro goza.
Por isso, pra encurtar prosa,
do teu corpo, cada poro
eu adoro adoro adoro...
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A felicidade exige valentia.
'Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos
problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, "um dia vou construir um castelo...".....
Fernando Pessoa - 120 anos
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Nota biográfica
Na leitura do abismo e seus açores
Teci a minha vida, entre moinhos
Atirei-me à ventura dos caminhos
E neles cultivei as mores dores.
Jamais ultrapassei os domadores
De outra profissão senão de espinhos,
Não apurei o faro dos focinhos
Mas despertei o mito dos amores.
Embora da maldade dos tiranos
Compusesse uma ópera canina,
Eu tive a recompensa do teu ânus.
Tesão com castidade não combina
Nem fodas retardadas pelos anos:
Ser puto de mulher, eis minha sina.
| HOLANDA, Gastão de |
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| 11/02/1919 – 1997, Recife Escritor, poeta e editor, Gastão de Holanda formou-se em Direito no ano de 1951. Em 1954 ganha o Prémio IV Centenário de São Paulo, com o romance "Os Escorpiões". Jovem integrante da vanguarda artística pernambucana, funda em 1954 – juntamente com Aloisio Magalhães, José Laurenio de Melo,Orlando da Costa Ferreira e Ariano Suassuna – O Gráfico Amador: pequeno atelier tipográfico que sonhava em transformar livros em objectos de arte. Com o início da ditadura militar, o grupo desfez-se. Gastão é considerado um dos pioneiros do design gráfico brasileiro, porque além da experiência com "O Gráfico Amador", foi o primeiro a ter um escritório especializado na área em Pernambuco. Obras: "Zona do Silêncio" (contos), "O Atlas do Quarto" (poesia), entre outras. |
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Porque me despes completamente
sem que eu nem perceba...
E quando nua
por incrível que pareça
sou mais pura...
Porque vou ao teu encontro
despojada de critérios...
liberto os mistérios
sem perder o encanto
do prazer...
Porque
quando nua
sou única
e exclusivamente
tua...
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