Pesquisas Inconformadas

quinta-feira, setembro 09, 2004

Ensaio sobre ser um mendigo.

Não cortar a barba nem o cabelo, não ter de se preocupar em escolher a roupa de manhã nem se vai chegar atrasado ao emprego. Isto porque, não há bons empregos. Pelo menos para quem quer apenas ganhar o pão que come. Há bons empregos para quem quer comprar um Porsche, roupa fashion, ir aos melhores restaurantes e conviver com gente também muito fashion, passar férias nos melhores paraísos comerci... perdão, tropicais, etc... Mas para quem quer fazer do emprego apenas isso, um emprego, por muito que dele goste não há bons empregos. Um padeiro, mesmo que faça o melhor pão do seu país, nunca ganhará o mesmo que o pior dos administradores. Não tem, portanto, um bom emprego se quiser constituir família com o conforto adequado. A solução será ele próprio tornar-se um administrador, mas ser um administrador não é fácil! Tem de se casar com o emprego. Estar-se sempre disponível para ele, constantemente pensar nele e nas formas de o melhorar. Mas ele não se quer casar com o emprego, ele nem sequer pensou ainda em casar-se e então desiste e vai para as ruas, viver do que os que têm bons empregos lhe dão enquanto se enganam julgando que são melhores que ele, enquanto se julgam pios por lhe darem migalhas quando lhe poderiam dar muito mais, enquanto julgam que ele, e não eles, está ali, naquele "emprego", porque não teve escolha.

Melhor impossível

Será? Quem sabe? Ninguém e quem sabe não diz, apesar de o afirmar.

Obviamente é sempre possível melhorar, mas depende do ponto de vista pois melhorar para um pode não o ser para outro. Por isso talvez, sim, melhor é impossível. Diferente, sim, é possível!

Melhor, para já, é impossível. O futuro espreita com inveja do presente e desdém saudosista do passado. Mas ele sabe que tudo dele depende, mesmo o presente! E contenta-se, senta-se no seu canto, com um largo sorriso amarelo de quem sabe mas não diz, e vai dando as cartas neste jogo da vida.

Sejas bem vinda!

Nova entrada na tabela (não é do Top+)

Um blog recomendado, depois visitado e, agora, finalmente ao qual (aqui) foi dado o destaque merecido.

Falo deste blog onde a poesia flui de uma forma tão natural que chega a ser consternador para quem se limita a ler, a suspirar e a sorrir depois de os olhos fechar para aqueles momentos viver e imaginar.

Como a poesia não é uma constante, fica nas menções de uma vez por semana.

quarta-feira, setembro 08, 2004

Então mas estes ministros são pessoas?

"A curta cerimónia, que contou ainda com a presença do secretário de Estado da Juventude e Desportos, Hermínio Loureiro, foi antecedida pelo "passeio" motard ministerial, altura em que Henrique Chaves, que acumula também a pasta de Ministro Adjunto do Primeiro- Ministro, e Telmo Correia deram duas voltas ao circuito português numa moto Ducati de dois lugares."

In Sapo Infodesporto, 2004.09.05"

Então mas e agora os ministros tb gostam de andar de mota? Qualquer dia convenço-me que são pessoas normais...

Acho que o meu mal é sono! =:P

terça-feira, setembro 07, 2004

Pormenores...

Ele há dias em que um ministro não pode proibir um barco de entrar em águas nacionais... então não é que a corveta que o Tortas mandou para vigiar o Borndiep, tinha o mesmo número (F486) que a pílula abortiva (RU486)?

Tsk, tsk, alguém do gabinete falhou este importante pormenor... Bad boy, hoje não há palmadinhas para ninguém! Vais de castigo para o gabinete sem jantar!

Palavras para quê?

Não tenho ligado nenhuma a este meu blog. E a culpa vai toda para a minha "nova" casinha à beira-mar, num sítio na periferia de Lisboa e que ainda não tem Internet em banda larga (a Exame Informática não se farta de cascar no atraso ao plano nacional para a banda larga).

Mas não podia deixar de escrever umas linhas sobre os acontecimentos ainda recentes na memória, e que tenho um palpite que voltarão em breve à actualidade mediática, do Paulinho Tortas e do navio Borndiep.

Qual fidalgo medieval em tempo de pirataria naval, Tortinhas (é assim que os namorados o chamam) - essa maluca reprimida -, vedou o acesso à organização Women On Waves, com o parco argumento de atentado à saúde pública. Segundo consegui apurar, com as minhas qualidades de médium, ele estava com medo que o barco fosse ao fundo com as mulheres que não têm dinheiro para irem a Badajoz e viam aqui uma saída 2 em 1. Resolviam o "problema" e ainda davam um passeio de barco. Ora, com o barco atracado no Tejo, se este fosse ao fundo, imaginem o problema que era retirarem-se aquelas grávidas todas daquelas águas "cristalinas". Mas não se pense que a razão da proibição estaria na possibilidade de o barco ir ao fundo, até porque seria um problema resolvido com um mal menor (assumindo, humildemente - ao melhor estilo Tortiniano - claro, que se conseguiam resgatar todas as grávidas)... o problema era o de que, para além de se terem de mover meios humanos abundantes para resgatarem todo aquele mulherio pranho (salvo, talvez, a tripulação), aquelas que "engolissem uns pirolitos" antes de serem salvas iriam certamente adoecer e, talvez, abortar. Ora o adoecer implica meterem baixa e já se sabe qual a posição do Tortinhas em relação às baixas - dão prejuízo ao estado e os ministros não podem renovar a frota de carros já com mais de 2 anos. E o abortar... o abortar dEUS meu!!! Em território nacional? Não, isso não, isso seria impensável... "então", pensou ele, "se Eu não proibir o barco de entrar em PT e ele afundar-se no Tejo e as grávidas engolirem aquela água e adoecerem e abortarem, Vou estar a permitir o aborto em território nacional! E com o "patrocínio" do estado, pois as "meninas" vão estar de baixa..." Consta que ele terminou o seu discurso mental com "Só por cima do meu novo Audi!".

Palavras para quê? É o Tortas no seu melhor! É o Tortas com todo o seu esplendor, de pompa, gala, tacões altos, plumas e maquilhagem drag em plena parada de dia de orgulho gay. Ah, sua maluca...

quinta-feira, agosto 19, 2004

Gosto disto, porra!

Uma das razões de eu gostar tanto de blogs é porque gosto de artigos de opinião. Especialmente de ilustres desconhecidos que não tem de medir palavras e preocuparem-se com o politicamente (in)correcto! Porque é da diversidade que nasce a evolução, mesmo que não concorde com as opiniões, permite-me avaliar, conhecer, adquirir, novos pontos de vista, alguns bastante invulgares ao ponto de, se fossem posições sexuais, teriam destaque no Kamasutra.

É caso para dizer "gosto disto, porra!".

sábado, agosto 14, 2004

Pensando em Sócrates.

Um indivíduo que tudo sabe, nada sabe na realidade pois voltou exactamente ao ponto de partida - o ponto da total ignorância. É como se fizesse a circum-navegação e voltasse ao mesmo ponto. Do ponto de vista da navegação o feito é assente mas, como tal, finito e igualável. Mas do ponto de vista objectivo, de que interessa ter feito toda aquela viagem se voltou ao ponto de partida? Do ponto de vista inteligível mais inteligente será aquele que conseguir parar antes de voltar ao ponto de partida, dando assim uma margem para aprender algo novo. E mais inteligente será aquele que, voltando ao ponto de partida, não fique por ali e se remeta a novos métodos, novos caminhos, novos mapas. Porque o importante não é chegar-se ao fim, pois, esse, é crasso e fulminante. E o final da inteligência chega quando se admite que nada mais se tem para aprender. O apogeu da inteligência é atingido quando, contra todas as circunstâncias, decidimos "fazermo-nos de novo à estrada" pois certamente há algum pormenor que nos escapou, um ponto de vista que ficou por vislumbrar, um caminho por descobrir... algo mais por aprender.

E assim apercebo-me de que Sócrates, o qual só "conheci" no 10º ano nas aulas de Filosofia, foi um dos homens mais inteligentes da história humana.

quarta-feira, agosto 11, 2004

Voltei!

De nha terra. Muita diversão, muito sol, muitos amigos novos e alguns já (quase des)conhecidos. O stress acho que nem chegou lá... perdeu-se algures durante as cerca de 03:00 de viagem.

Com a cabeça fresca consigo concentrar-me melhor nos meus objectivos pessoais e profissionais, e com a viragem de mais uma década entendo que está na altura de encarar alguns agora, ou para sempre me esquecer deles.

terça-feira, agosto 10, 2004

Há diferença...

... entre não acreditar e acreditar que não é possível?